É curioso como existem lembranças que ficam gravadas a fogo na nossa memória. O normal é que elas venham à tona depois de ver uma fotografia ou algo do gênero, mas é fascinante como até o som mais absurdo pode nos transportar no tempo com um poder incrível. Um exemplo disso são os sons da escola nos anos 90.
Não importa se já faz quase 30 anos que você não ouve nenhum daqueles sons. Eles continuam gravados a fogo na sua cabeça e, na verdade, é provável que o levem de volta a um momento ou a uma sala de aula específica. Se você deixou a escola há alguns anos, se é uma daquelas crianças dos anos 90 que viu o Pokémon nascer enquanto estava sentada na carteira escolar, convido você a relembrar sons como estes.
Sons que desbloqueiam lembranças
Pense no barulho do lápis girando no apontador, na batida da borracha da pasta sobre a superfície, no sinal da escola, no silêncio que só era quebrado pelos lápis durante uma prova... Aliás, os sons ligados à tecnologia são ainda mais marcantes, porque muitos deles nunca mais voltarão.
O ruído característico que o drive de disquete fazia ao receber um disco, o zumbido do projetor, a rodinha do mouse girando sobre a mesa, o barulho do modem ao conectar...
É difícil imaginar que essas são lembranças que ninguém mais terá. Nossos pais não as tiveram e, certamente, nossos filhos também não as terão. Elas continuam aí, gravadas na nossa memória, porque as ouvimos tantas vezes que acabamos associando-as a outras experiências que nos marcaram.
É por isso que elas permanecem com uma clareza impressionante ao longo dos anos e, consequentemente, é por isso que ouvi-las novamente é capaz de nos transportar para outra época, ou até mesmo despertar memórias que achávamos esquecidas há muito tempo.
As crianças de hoje em dia não perderão essa experiência; ela simplesmente estará ligada a outros sons, como a vibração do celular ou as notificações. A grande diferença entre o ruído da tecnologia atual e o de antigamente é que, em certo sentido, aqueles sons nos explicavam como os aparelhos funcionavam.
Dependendo do som que o computador emitia, você sabia que algo não ia bem; o mesmo valia para o giro de um disco ou a leitura de um disquete. É fascinante como, de alguma forma, o som de uma máquina em funcionamento faz você se lembrar daquele amigo que não vê há anos.
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