Tendências do dia

A tumba de Paser permaneceu oculta no Egito por cerca de 3.000 anos; embora pareça coisa de Indiana Jones, ela foi encontrada da maneira mais inesperada

Encontraram um túmulo cheio de pinturas, uma capela escavada na rocha e várias câmaras subterrâneas datadas entre 1292 e 1069 AC

A tumba de Paser permaneceu oculta no Egito por cerca de 3.000 anos. Embora pareça coisa de Indiana Jones, ela foi encontrada da maneira mais inesperada.
Sem comentários Facebook Twitter Flipboard E-mail
fabricio-mainenti

Fabrício Mainenti

Redator

Se eu falar sobre descobertas arqueológicas, é provável que você imagine um cenário o mais profissional possível. Alguns senhores — entre eles, um com um chapéu ao estilo Indiana Jones — chegam com equipamentos incríveis, analisam o terreno e dizem: "Aha! Aqui embaixo está a tumba de Paser, enterrada há 3.000 anos. Comecem a cavar".

Porém, por mais espetacular que isso soe em nossa imaginação, a arqueologia nem sempre funciona assim.

A equipe da Universidade de Leiden, liderada por Carina van den Hoven, descobriu a tumba de Paser de uma maneira bem menos cinematográfica. Eles a encontraram enquanto removiam escombros, temendo que fossem arrastados por uma enxurrada e acabassem danificando outras tumbas próximas. Pode não corresponder aos seus padrões ou à sua imaginação, mas ainda assim é arqueologia.

A descoberta casual da tumba de Paser

A chave da descoberta está justamente nessas chuvas: em uma área propensa a inundações e com fluxos de água capazes de arrasar tumbas que já estavam expostas, a tentativa de criar canais de drenagem revelou o que, muitos anos antes, deslizamentos de terra e água haviam soterrado completamente: um pátio repleto de afrescos, uma capela escavada na rocha e várias câmaras subterrâneas datadas de um período entre 1292 e 1069 a.C.

A descoberta traz à tona duas realidades que se chocam diretamente. Por um lado, a certeza de que ainda há muito a descobrir sobre aquela época na região e de que, diante da escassez de recursos, apenas certos "milagres" — na forma de coincidências — podem nos aproximar de um maior conhecimento sobre civilizações como a do Antigo Egito.

Por outro lado, essa falta de recursos coloca em risco muitas descobertas; uma simples tempestade pode acabar destruindo pinturas ou comprometendo a estabilidade de certas estruturas subterrâneas, caso não haja um trabalho prévio de controle e segurança para evitar tais danos.

Inicio