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"Limpar o para-brisa por dentro como se fosse a janela de casa é um erro," diz especialista em limpeza de carros

O método correto: para-brisa seco, usar limpa-vidros e um pano de carbono

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Bárbara Castro

Redatora

Manuel Carrasco está há anos à frente do Wash Car, seu centro de lavagem e detailing em Palma de Maiorca, na Espanha, e há uma falha que ele vê se repetir toda semana: limpar o para-brisa do carro igual a uma janela de casa.

O resultado, garante o profissional, é o oposto do esperado: manchas esbranquiçadas, marcas circulares e uma película gordurosa que reaparece assim que a luz do sol atinge o vidro de frente.

Não é apenas uma questão estética. Quando o sol bate de frente, a luz acaba destacando toda a gordura acumulada no interior do para-brisa. E essa camada oleosa prejudica drasticamente a visibilidade — que já não costuma ser das melhores com a claridade direta.

Estima-se que cerca de 90% das informações que um motorista utiliza venham pela visão. Por isso, um vidro sujo não reduz apenas a nitidez: ele rouba preciosos segundos de reação. A parte interna do para-brisa é, de longe, o vidro que se suja mais rápido no carro, já que o ar da ventilação puxa para o habitáculo partículas poluentes do exterior que se acumulam camada por camada. No inverno, com o aquecimento ligado constantemente, o processo se acelera ainda mais.

E qual é o verdadeiro erro? Carrasco aponta diretamente para o pano de microfibra, o grande aliado da limpeza doméstica e automotiva, como o responsável por boa parte das marcas que não saem por nada.

O motivo não está no tecido em si, mas sim em como ele é tratado e lavado em casa. Ele costuma ir para a máquina com o restante das roupas e absorve resíduos de amaciante, que depois acabam transferidos para o vidro em forma de marcas e reflexos. Por isso, a recomendação é recorrer a uma ferramenta menos comum no porta-malas: o pano de fibra de carbono, que garante um acabamento impecável e livre de resíduos.

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O método aplicado pelo especialista em seu centro começa com a remoção a seco da poeira e da gordura aderidas à superfície, antes de qualquer produto ser borrifado. Somente depois entra o limpa-vidros, finalizado com o pano de carbono para evitar qualquer vestígio de película residual.

Carrasco utiliza ainda um produto antiembaçante específico, bem diferente do limpa-vidros convencional encontrado em supermercados. Sua função vai além do brilho: ele retarda o reaparecimento da oleosidade e impede o embaçamento, garantindo visibilidade duradoura, e não apenas no momento da higienização. Caso você não tenha o produto em mãos, o profissional admite que o amoníaco diluído funciona como solução caseira para desengordurar, embora reforce que o antiembaçante oferece um resultado superior.

Sobre a frequência de higienização, a recomendação é repetir a operação a cada duas semanas, sempre a seco e com o vidro aquecido levemente pelo sol, condição que ajuda a soltar a sujeira com mais facilidade. Segundo a experiência do especialista, o contraste notado pelos motoristas ao conduzir com o para-brisa devidamente tratado é imediato, sobretudo nos momentos em que o sol bate de frente contra o vidro.

Matéria traduzida de MotorPasion*

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