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Adeus às Harley-Davidson de sempre: marca vai passar a fazer motos baratas

A fabricante de Milwaukee registrou a sigla SP440 e confirmou que sua futura linha de entrada já está a caminho

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Bárbara Castro

Redatora

Não é segredo para ninguém que a Harley-Davidson está passando por uma fase complicada. Os números da empresa — assim como os de quase todas as grandes fabricantes do setor — são públicos e deixam claro que o momento não é dos melhores para as vendas. Na verdade, é justamente o oposto.

O mercado de motos de grande porte, com clientes dispostos a pagar uma fortuna, está chegando ao fim — ou, sendo mais cauteloso, dando claros sinais de esgotamento. A solução encontrada pela montadora? Começar a fabricar e vender modelos mais baratos. E eles já estão a caminho.

A marca percebeu que seu público tradicional está envelhecendo, enquanto as novas gerações voltam os olhos para motos menores, mais práticas e, acima de tudo, muito mais acessíveis ao bolso. E disso os chineses entendem muito bem: já ganharam terreno e vêm superando a Harley (assim como várias outras marcas tradicionais).

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Diante desse cenário, a Harley-Davidson está preparando uma das maiores reviravoltas de sua história recente. A fabricante norte-americana acabou de registrar a sigla SP440, confirmando o desenvolvimento da futura Sprint, uma moto pensada para liderar sua inédita linha de entrada prevista para 2027.

O projeto não surge exatamente do zero: ele é baseado na atual H-D X440, que não conhecemos por aqui, mas já circula em outras partes do planeta, especialmente na Ásia. Vale destacar que o modelo foi desenvolvido em parceria com a terceira maior fabricante de motocicletas do mundo, a Hero MotoCorp.

Mas por que essa escolha? O objetivo é utilizar uma base já testada para reduzir custos de produção e acelerar o lançamento comercial. A novidade contará com um motor monocilíndrico de 440 cc, capaz de entregar 27 cv de potência e 38 Nm de torque. São números modestos para o padrão histórico da Harley? Com certeza, mas o preço também seguirá essa mesma linha.

O plano foi batizado internamente de "Back to Bricks" — algo como "de volta às origens" ou aos tijolos fundamentais da companhia. A Harley-Davidson adiantou que essa nova família de motos ficará visivelmente abaixo das faixas de preço convencionais da marca, com modelos que, em alguns mercados, podem girar em torno de R$ 35 mil.

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Trata-se justamente daquilo que a fabricante evitou por anos: entrar em segmentos populares. A proposta é oferecer uma moto mais leve, simples e infinitamente mais acessível que as clássicas Softail, Touring ou Street Glide, que moldaram a identidade da empresa ao longo de décadas.

Estamos diante de um novo capítulo para a Harley-Davidson, no qual a crise recente forçou a adoção de medidas antes impensáveis. No fim das contas, essas motos baratas estão prestes a chegar e podem ser a tábua de salvação para evitar o mesmo abismo enfrentado por sua rival histórica, a Indian.

Matéria traduzida de MotorPasion*

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