No novo RPG do diretor de The Witcher 3, "você poderá enfrentar o chefe final logo no início", o que demonstra liberdade para jogador

The Blood of Dawnwalker chegará em 2026, mas seu diretor, Konrad Tomaszkiewicz, já nos deixa ansiosos

Imagem | The Blood of Dawnwalker
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PH Mota

Redator
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Jornalista há 15 anos, teve uma infância analógica cada vez mais conquistada pelos charmes das novas tecnologias. Do videocassete ao streaming, do Windows 3.1 aos celulares cada vez menores.

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Uma das equipes de desenvolvimento que mais gera expectativa entre os jogadores – mesmo sem terem lançado nenhum projeto até o momento – é a Rebel Wolves. O estúdio polonês, fundado por Konrad Tomaszkiewicz – ex-diretor de The Witcher 3 – juntamente com ex-funcionários da CD Projekt, apresenta um ambicioso primeiro RPG de mundo aberto chamado The Blood of Dawnwalker. Um jogo que, embora ainda sem data de lançamento, deixa suas ambições claras: não há uma missão principal que conduza o jogador, mas sim uma estrutura sandbox onde cada decisão molda a experiência.

Ambientado em um vale fictício dos Cárpatos no século XIV, The Blood of Dawnwalker coloca o jogador na pele de Coen, um híbrido meio humano, meio vampiro. Durante o dia, Coen mantém sua humanidade, interage, investiga e usa sua espada para resolver conflitos; mas quando a noite cai, seus poderes vampíricos emergem, permitindo-lhe escalar paredes, infiltrar-se e se alimentar. Essa dualidade não apenas define suas habilidades, mas também como você abordará suas missões e relacionamentos.

The Blood of Dawnwalker

Nesse sentido, e segundo Tomaszkiewicz, essa liberdade significa que não há uma "missão principal": "Você constrói sua experiência com as missões que encontra... Cabe a você decidir se quer seguir sozinho ou se prefere montar sua própria equipe, encontrar itens poderosos, desenvolver seu personagem ou completar missões e encontrar aliados para ajudá-lo."

Uma das ideias mais ousadas do estúdio é que os jogadores podem ir direto para o confronto final desde o início. "Você pode abordar tudo como quiser para alcançar seu objetivo", diz o diretor, que considera esse tipo de liberdade como parte do "risco, mas a recompensa vale a pena". Segundo ele, esses riscos são necessários para inovar dentro do gênero: "Se você tentar fazer um jogo para todos, provavelmente ninguém vai gostar. Você precisa pensar em quem são seus jogadores principais e como pode impulsionar o gênero."

The Blood of Dawnwalker

Como acrescenta o criador, o jogo foi projetado para emular a liberdade dos RPGs clássicos de mesa, permitindo que os jogadores "explorem, escolham seus aliados e trilhem seu próprio caminho como acharem melhor". Essa liberdade vem com um detalhe crucial: os jogadores têm um limite de 30 dias e 30 noites para salvar a família de Coen ou buscar vingança. Com isso em mente, cada missão importante avança o tempo e, embora isso possa gerar pressão, a Rebel Wolves esclareceu que o jogador será notificado quando uma ação específica fizer o tempo avançar.

Com essas ideias, The Blood of Dawnwalker se configura como um dos RPGs mais ambiciosos de 2026. Aliás, embora ainda não saibamos quando será lançado oficialmente, o próprio Tomaszkiewicz já afirmou que, mesmo que o jogo fosse lançado no final do ano e coincidisse com GTA 6, nem mesmo a gigante Rockstar faria a Rebel Wolves mudar sua data de lançamento.

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