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A humilhação da cibersegurança: hackers ignoram a internet e voltam a esvaziar caixas eletrônicos usando apenas um simples pendrive

Muitos ainda operam com versões antigas do Windows 7, sem suporte de segurança

Caixa eletrônico | Fonte: Unsplash/Eduardo Soares
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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Enquanto bancos investem milhões em proteção digital, criminosos estão adotando uma tática surpreendentemente simples: abrir fisicamente caixas eletrônicos e infectá-los com malware via USB.

Segundo o alerta do Federal Bureau of Investigation, houve um forte aumento nos ataques de “jackpotting” — quando o caixa eletrônico é forçado a liberar dinheiro sem cartão ou autenticação. Desde 2020, foram cerca de 1.900 casos nos EUA, sendo 700 apenas em 2025, com prejuízos superiores a US$ 20 milhões.

Caixas precisam de atualização

O método explora falhas básicas. Criminosos utilizam chaves universais de manutenção para abrir o compartimento interno do terminal, substituem o disco rígido ou instalam malware por pendrive e reiniciam a máquina. Um dos softwares usados é o Ploutus, que se comunica diretamente com a camada XFS (eXtensions for Financial Services), burlando as verificações bancárias.

Grande parte do problema está na infraestrutura antiga: muitos caixas ainda operam com versões desatualizadas do Windows 7, sem suporte de segurança. Uma atualização completa levaria tempo e muito dinheiro.

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