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Pequeno tecido cerebral criado em laboratório resolve um problema clássico usado para treinar IA

Estudo utilizou organoides corticais

Cérebro | Fonte: Unsplash/Hal Gatewood
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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Em um laboratório da University of California, Santa Cruz, cientistas conseguiram algo inusitado: usar tecido cerebral cultivado em laboratório para resolver um dos testes mais tradicionais da inteligência artificial. O estudo, publicado na Cell Reports, utilizou organoides corticais — pequenas esferas de tecido neural desenvolvidas a partir de células-tronco de camundongos. Embora não sejam capazes de pensar, esses aglomerados formam conexões elétricas funcionais e respondem a estímulos externos.

Os pesquisadores conectaram os organoides a um ambiente virtual baseado no “cartpole”, problema clássico de controle e aprendizado por reforço. Nele, é preciso manter um poste equilibrado sobre um carrinho em movimento, exigindo ajustes rápidos e precisos.

Resolvendo problemas usados com a IA

Quando os cientistas aplicaram estímulos elétricos adaptativos — ajustados de acordo com o desempenho anterior — os organoides conseguiram melhorar significativamente o controle do sistema, alcançando desempenho eficiente em 46% dos testes. O resultado foi mais de dez vezes superior ao de tecidos que não receberam feedback estruturado.

No entanto, não houve memória duradoura: após cerca de 45 minutos sem atividade, o desempenho voltava ao nível inicial.

Segundo a equipe, o objetivo não é substituir computadores por tecido biológico, mas compreender melhor como circuitos neurais se adaptam — um passo importante para pesquisas sobre doenças neurodegenerativas.

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