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Lockheed lança drone submarino que se prende aos navios como uma lampreia. E, quando se solta, lança torpedos

Equipamento reúne vigilância, guerra antissubmarino, ataque e reconhecimento aéreo num artefato só

Lamprey Multi-Mission Autonomous Undersea Vehicle / Imagem: Lockheed
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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A lampreia é um peixe que sobrevive há 360 milhões de anos graças a uma estratégia simples: prender-se à sua presa para sugar seu sangue. A Lockheed Martin levou essa ideia ao pé da letra para batizar sua nova arma — e a analogia é bastante literal.

A novidade da Lockheed tem o nome Lamprey Multi-Mission Autonomous Undersea Vehicle (MMAUV). Trata-se de um drone submarino com pouco mais de 7 metros de comprimento, capaz de viajar acoplado a um navio ou submarino aliado por meio de um sistema semelhante ao da lampreia. Enquanto permanece preso à embarcação anfitriã, pode recarregar suas baterias por meio de seu hidrogerador incorporado.

O Lamprey MMAUV faz praticamente de tudo, embora tenha sido concebido sobretudo para missões encobertas. Pode permanecer no fundo do mar, monitorando o inimigo sem ser detectado, graças ao seu perfil de assinatura acústica, que o torna praticamente invisível ao sonar.

Quando chega o momento de agir, o Lamprey pode fazer quase tudo: implanta iscas para confundir o adversário, está equipado com torpedos antissubmarino e, se subir à superfície, também pode lançar drones aéreos.

O que torna o Lamprey especialmente chamativo é que concentra em um único sistema capacidades que até agora estavam distribuídas em plataformas distintas: vigilância, guerra antissubmarino, ataque e reconhecimento aéreo. Ele pode operar em enxame, coordenando-se com outros sistemas não tripulados. E pode fazê-lo de forma autônoma, tomando decisões sem intervenção humana direta.

Submarinos autônomos

O Lamprey não será o primeiro veículo submarino não tripulado dos EUA. Há precedentes, como o submarino Orca da Boeing, com a diferença de que aquele levou oito anos e 885 milhões de dólares para ser desenvolvido — sendo que, até hoje, não se sabe se ele se tornará um programa efetivo na Marinha dos EUA.

O Lamprey foi financiado internamente, o que, segundo Paul Lemmo, vice-presidente da Lockheed, permitiu à empresa “iterar à velocidade da luz e entregar à Marinha uma arma verdadeiramente polivalente, que detecta, interrompe, engana e ataca por conta própria”. Além disso, a companhia destaca que seu custo é significativamente mais baixo do que o de outras plataformas tripuladas.

Mas os EUA não são a única potência explorando veículos não tripulados. A China vem, há algum tempo, desenvolvendo sua própria frota de drones submarinos e, no desfile militar de setembro de 2025, apresentou o AJX002, um veículo submarino não tripulado de 18 a 20 metros, capaz de operar de forma autônoma, instalar minas e conectar-se em rede com outros sistemas de ataque.

Imagem: Lockheed

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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