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Esqueça o custo de vida absurdo das capitais europeias — descubra a vila italiana que oferece casa e 44 mil euros para novos moradores

Com população cada vez menor, uma vila medieval na Itália passou a oferecer incentivos financeiros, aluguel reduzido e apoio para novos moradores se mudarem para a região

Imagem de  Santo Stefano di Sessanio.
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Natália P. Martins

Redatora
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Natália P. Martins

Redatora

Enquanto cidades europeias como Paris, Londres e Roma enfrentam aluguéis cada vez mais caros e custo de vida elevado, uma pequena vila medieval italiana resolveu pagar para atrair novos habitantes.

A iniciativa vem de Santo Stefano di Sessanio, uma comuna histórica localizada na região de Abruzzo, no centro da Itália. Com população reduzida e envelhecimento acelerado, a cidade passou a oferecer incentivos financeiros para pessoas interessadas em morar ali de forma permanente.

Entre os benefícios anunciados estão ajuda financeira de até 44 mil euros, moradia com aluguel reduzido e incentivo para abertura de pequenos negócios.

Pequena vila medieval que está perdendo moradores

Assim como diversos municípios rurais europeus, Santo Stefano di Sessanio sofreu com o declínio populacional ao longo das últimas décadas. Moradores mais jovens deixaram a região em busca de universidades, empregos e melhores oportunidades econômicas em grandes centros urbanos.

Hoje, a vila possui pouco mais de 100 habitantes fixos, e grande parte da população é formada por idosos. A redução no número de moradores começou a impactar diretamente a economia local e a manutenção de atividades básicas da comunidade.

Pacote financeiro com subsídios facilita mudança definitiva

Diferente de programas famosos de “casas por 1 euro, bastante comuns na Itália, a proposta de Santo Stefano di Sessanio tenta atrair novos moradores ao facilitar a mudança de maneira mais ampla. 

O objetivo da governaça local é evitar que a cidade se transforme apenas em um destino turístico sazonal sem vida cotidiana permanente, atraindo pessoas para construir uma rotina estável e completa no local, e não apenas adquirir imóveis baratos para temporada.

Os incentivos incluem:

  • Auxílio anual  de 8 mil euros para novos moradores durante os primeiros anos;
  • Subsídio de 20 mil euros para abertura de empresas e pequenos negócios;
  • Aluguel muito abaixo do valor praticado em grandes cidades italianas;
  • Suporte administrativo para regularização da residência.
Captura De Tela 2026 05 18 As 11 26 14 Vilarejo medieval fica a quase 150km da capital italiana. Foto: Reprodução/Google Maps

Quem pode participar da iniciativa

Para receber os incentivos, candidatos mais jovens recebem prioridade. Além disso,  o programa de moradia criado pelo governo possui algumas exigências específicas para seleção dos candidatos:

  • Disponibilidade para viver permanentemente na vila;
  • Compromisso mínimo de permanência de cinco anos;
  • Possibilidade legal de residência na Itália;
  • Interesse em desenvolver atividades ligadas ao turismo, gastronomia, hospedagem ou cultura local.

Como é morar em Santo Stefano di Sessanio

A vila fica dentro do Parque Nacional Gran Sasso e Monti della Laga, área montanhosa conhecida pelas paisagens naturais e pelo turismo histórico.

As ruas estreitas de pedra, as construções medievais preservadas e o ritmo tranquilo fazem o cotidiano ser completamente diferente da rotina encontrada nas grandes capitais europeias.

Durante o inverno, a região costuma registrar neve e temperaturas baixas por causa da altitude elevada. Já no verão, o clima ameno atrai turistas interessados em trilhas, gastronomia e experiências rurais.

Apesar do cenário considerado paradisíaco por muitos visitantes, viver em Stefano também exige adaptação: o acesso a serviços, empregos tradicionais e infraestrutura urbana é bem mais limitado do que em grandes cidades.

Imagem aérea de Santo Stefano di Sessanio Santo Stefano di Sessanio é uma vila pacata na Itália. Foto: Shutterstock

Cidades europeias começaram a pagar por novos moradores

Programas desse tipo se tornaram mais comuns em regiões rurais da Europa nos últimos anos. O envelhecimento populacional, a queda no número de nascimentos e a migração para centros urbanos fizeram centenas de pequenas cidades perderem moradores rapidamente.

Como consequência, escolas fecharam, comércios desapareceram e algumas localidades passaram a correr risco de esvaziamento permanente.

Para tentar reverter esse cenário, governos locais começaram a criar incentivos financeiros voltados principalmente para famílias, empreendedores e trabalhadores remotos interessados em mudar de estilo de vida.

Foto de capa: Shutterstock

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