Esqueça a ilusão de morar fora: a nova pesquisa que colocou o Brasil entre os países mais felizes do mundo

Levantamento mostra que 80% dos brasileiros se declaram felizes

Mulheres abraçadas e felizes.
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Natália P. Martins

Redatora
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Natália P. Martins

Redatora

Apesar da ideia comum de que viver fora do país pode garantir mais qualidade de vida, uma nova pesquisa mostra que o Brasil está entre os países mais felizes do planeta. O levantamento mais recente do Ipsos colocou o país na 7ª posição entre 29 nações, com 80% dos brasileiros se declarando felizes.

O resultado coloca o Brasil à frente de países tradicionalmente associados a altos níveis de bem-estar, como Estados Unidos, Alemanha, Suécia e França. A média global registrada pelo estudo foi de 74%.

Brasil aparece entre os mais felizes do mundo

No ranking global, o Brasil aparece na 7ª colocação, atrás apenas de países como Indonésia, Países Baixos, México e Colômbia, que lideram a lista.

Veja o ranking dos países mais felizes segundo o Ipsos Happiness Report 2026:

  1. Indonésia (86%);
  2. Países Baixos (84%);
  3. México (83%);
  4. Colômbia (83%);
  5. Malásia (81%);
  6. Tailândia (81%);
  7. Brasil (80%);
  8. Austrália (78%);
  9. Espanha (77%);
  10. Bélgica (77%).

Na outra ponta, países como Turquia, Coreia do Sul e Hungria apresentaram os menores níveis de felicidade, com 59%, 57% e 54%, respectivamente. 

O que faz os brasileiros felizes

Segundo a pesquisa, os principais fatores que contribuem para a felicidade no Brasil são:

  • Sentir-se amado e valorizado (34%);
  • Saúde física e mental (31%);
  • Relacionamento com família e filhos (29%);
  • Sentir-se no controle da própria vida (29%);
  • Sentido ou propósito de vida (27%).

Outro destaque é a fé ou espiritualidade, apontada por 22% dos brasileiros como fator importante para a felicidade — o maior índice entre todos os países analisados.

Dinheiro ainda pesa na felicidade

Entre os brasileiros que se declaram infelizes, a situação financeira aparece como o principal motivo, citada por 54% dos entrevistados. A saúde mental surge em seguida, mencionada por 37%.

A pesquisa também identificou uma relação direta entre renda e felicidade. Pessoas com renda mais alta tendem a se declarar mais felizes (79%) do que aquelas com renda mais baixa (67%).

Idade também influencia no bem-estar

O levantamento aponta ainda que a felicidade varia ao longo da vida. Em geral, ela começa alta na juventude, diminui por volta dos 50 anos e volta a crescer depois dos 70.

No Brasil, a maior taxa de felicidade foi registrada entre pessoas de 50 a 74 anos, com 82% se declarando felizes.

Pesquisa foi feita com mais de 20 mil adultos

O Ipsos Happiness Report 2026 entrevistou 23.268 adultos em 29 países, entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026. No Brasil, foram ouvidas cerca de 1.000 pessoas.

Segundo o instituto, a amostra brasileira tende a ser mais urbana, escolarizada e com renda mais alta do que a média da população, fator que deve ser considerado na interpretação dos dados.

Foto de capa: Shutterstock

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