Um estágio do foguete Falcon 9, da SpaceX, empresa de Elon Musk, colidiu com a superfície da Lua e deixou uma nova cratera que pode ter cerca de 18 metros de diâmetro e 3,5 metros de profundidade.
O impacto ocorreu nesta quarta-feira (5), nas proximidades das crateras Einstein e Bell, e agora está sendo analisado por cientistas da NASA e da Administração Aeroespacial da Coreia do Sul (KASA).
A colisão aconteceu a aproximadamente 8.700 km/h. O objeto atingiu a Lua após permanecer mais de um ano e meio vagando pelo espaço desde o lançamento das missões dos módulos lunares Blue Ghost-1, da Firefly Aerospace, e Hakuto-R, da empresa japonesa iSpace.
Nesta quinta-feira (6), a agência espacial sul-coreana divulgou as primeiras imagens do local antes e depois da colisão.
Imagens mostram mudanças na superfície da Lua
As fotografias foram registradas pela sonda Danuri (KPLO), da Coreia do Sul, que sobrevoou a região pouco antes e logo depois do choque. Segundo a KASA, é a primeira vez que uma missão consegue documentar um evento desse tipo com imagens obtidas imediatamente antes e depois de uma colisão.
Os registros mostram alterações no relevo da área atingida, além de indicarem indícios de dispersão de poeira e fragmentos de rocha provocados pelo impacto.
Imagem mostra antes (esquerda) e depois (direita) da colisão de foguete SpaceX. Foto: Reprodução/Administração Aeroespacial da Coreia
Segundo os especialistas, a colisão pode ter lançado uma nuvem de poeira por até 100 quilômetros ao redor do ponto de impacto.
Agora, esses dados serão compartilhados com a NASA, que pretende fotografar o mesmo local usando a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), em órbita da Lua desde 2009.
Parte do foguete estava em órbita e sofreu alterações na trajetória
Com cerca de 14 metros de comprimento, 4 metros de diâmetro e aproximadamente 4 toneladas, essa parte do foguete era responsável por impulsionar duas sondas em direção à Lua. Depois de cumprir a missão, permaneceu em órbita ao redor da Terra.
Durante cerca de 18 meses, o objeto sofreu pequenas influências gravitacionais da Terra, da Lua e do Sol, além da pressão exercida pela luz solar. Esses fatores alteraram sua trajetória até colocá-lo em rota de colisão com o satélite natural.
Por isso, astrônomos acompanharam o objeto durante todo o período e conseguiram prever o momento e o local do impacto, além de, a partir de agora, utilizarem a colisão como objeto de estudo para missões futuras.
As informações obtidas por meio do estudo podem ajudar a aperfeiçoar modelos utilizados em planejamento de missões tripuladas e bases permanentes na Lua, permitindo estimar os riscos causados por impactos na superfície com mais eficiência.
Ver 0 Comentários