Além das dificuldades: pontos fortes do TDAH são a chave para uma melhor saúde mental, afirmam especialistas

Uma perspectiva revolucionária sobre adultos com a neurodivergência

Representação do TDAH
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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O TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) é frequentemente discutido sob a ótica das limitações, como a impulsividade e a desatenção. No entanto, um estudo internacional liderado pela Universidade de Bath traz uma perspectiva revolucionária: adultos com TDAH que reconhecem e utilizam seus pontos fortes apresentam níveis significativamente mais altos de felicidade e saúde mental.

Publicada na revista Psychological Medicine, a pesquisa é a primeira em larga escala a comparar as forças psicológicas de adultos com e sem o transtorno, revelando que o foco nas habilidades positivas pode ser um divisor de águas no bem-estar desses indivíduos.

Os "superpoderes" do TDAH

O estudo identificou que pessoas com TDAH têm uma probabilidade muito maior de possuir certas características positivas em comparação com pessoas neurotípicas. Entre os 10 pontos fortes mais marcantes, destacam-se:

  • Hiperfoco: a capacidade de concentração profunda em tarefas de alto interesse.
  • Criatividade: pensamento "fora da caixa" e soluções inovadoras.
  • Humor e espontaneidade: uma abordagem vibrante e rápida perante a vida.
  • Intuição: uma percepção aguçada que vai além da lógica linear.

O impacto na qualidade de vida

A pesquisa demonstrou que a consciência desses pontos fortes não é apenas uma questão de autoestima, mas de saúde clínica. Tanto no grupo com TDAH quanto no neurotípico, o uso frequente dessas habilidades foi associado a:

  1. Menos estresse, ansiedade e depressão.
  2. Melhor bem-estar subjetivo.
  3. Maior qualidade de vida nos âmbitos social, físico e psicológico.

Curiosamente, o estudo descobriu que adultos com TDAH são tão capazes de identificar e usar suas forças quanto qualquer outra pessoa — o que falta, muitas vezes, é o suporte externo que valide essas características em vez de focar apenas nos erros cometidos por esquecimento ou distração.

Uma nova abordagem terapêutica

Os pesquisadores defendem que o cuidado com o TDAH precisa evoluir para modelos baseados em pontos fortes, semelhantes ao que já ocorre no suporte ao autismo. 

Isso inclui o desenvolvimento de programas e terapias que ajudem o indivíduo a identificar onde suas habilidades naturais brilham mais, seja no trabalho ou na educação.

Como afirma o Dr. Punit Shah, um dos autores do estudo: "Reconhecer que o TDAH possui diversos aspectos positivos pode ser extremamente empoderador". Educar a sociedade e os próprios pacientes sobre essas qualidades é o primeiro passo para transformar o diagnóstico de um fardo em um mapa de potencialidades.

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