A física de origem cubana rejeitada por Harvard construiu um avião aos 14 anos e virou a personagem central da ciência ao ter sua pesquisa citada por Stephen Hawking

Ela foi rejeitada por uma das universidades mais prestigiadas do mundo, entrou para o MIT ainda adolescente e hoje lidera uma das pesquisas que tenta responder uma das maiores perguntas da física: afinal, o Universo pode ser um holograma?

Sabrina González Pasterski
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Quando pensamos nos maiores nomes da física, é comum que figuras como Albert Einstein e Stephen Hawking sejam as primeiras a vir à mente. No entanto, uma cientista de origem cubana vem conquistando espaço entre os personagens mais influentes da ciência moderna. Sabrina González Pasterski Sabrina González Pasterski chamou atenção ainda adolescente ao construir e pilotar seu próprio avião e, anos depois, viu suas pesquisas serem citadas por Stephen Hawking. Atualmente, ela lidera uma das iniciativa dedicada a compreender a natureza do espaço-tempo e a investigar uma hipótese que pode mudar a forma como entendemos o Universo.

Harvard disse "não", mas o talento da jovem física chamou a atenção da NASA e do MIT 

Sabrina González Pasterski

Antes de se tornar uma referência na física, Sabrina González Pasterski já demonstrava que seguiria um caminho brilhante. Filha de uma cubana que imigrou para os Estados Unidos, ela cresceu em Chicago e desde cedo demonstrou fascínio por entender como as coisas funcionam. Esse interesse foi além da teoria. Entre os 12 e os 14 anos, Sabrina projetou e construiu seu próprio avião. Pouco tempo depois, aos 16 anos, pilotou a aeronave, um feito que ganhou repercussão na imprensa americana e chamou a atenção de universidades e instituições científicas.

Apesar disso, sua trajetória acadêmica não começou sem obstáculos. Sua primeira candidatura à Universidade de Harvard foi rejeitada, enquanto o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) a colocou inicialmente em lista de espera. Mas Sabrina foi ignorada durante pouco tempo. Ainda adolescente, Sabrina ingressou no MIT, concluiu a graduação em Física em apenas três anos com desempenho máximo e se tornou a primeira caloura da instituição selecionada para um estágio operacional da NASA. O desempenho também lhe rendeu reconhecimento em listas como a Forbes 30 Under 30 e a Scientific American 30 Under 30, consolidando seu nome entre os jovens cientistas mais promissores do mundo.

Depois da graduação, ela ingressou em Harvard para o doutorado e depois passou por instituições como a Universidade de Princeton antes de integrar o Perimeter Institute, um dos centros de pesquisa em física teórica mais prestigiados do mundo.

A pesquisa que chamou a atenção de Stephen Hawking tenta responder uma das maiores perguntas da física

Se a história pessoal de Sabrina já impressiona, foi sua produção científica que a colocou definitivamente entre os principais nomes da física contemporânea. Durante o doutorado em Harvard, sob orientação do físico Andrew Strominger, ela participou de pesquisas que ajudaram a consolidar um novo campo conhecido como holografia celestial. A área busca responder um dos maiores desafios da ciência moderna: encontrar uma forma de conciliar a relatividade geral, proposta por Einstein, com a mecânica quântica.

Entre suas contribuições estão trabalhos relacionados ao chamado efeito de memória de spin e ao chamado triângulo infravermelho, estudos ligados às ondas gravitacionais e às interações fundamentais do Universo. Um desses trabalhos acabou sendo citado por Stephen Hawking, trazendo grande reconhecimento para a jovem na comunidade científica.

Hoje, Sabrina lidera a Iniciativa de Holografia Celestial no Perimeter Institute, onde coordena pesquisadores que tentam compreender se o Universo pode ser descrito como uma espécie de holograma. O princípio holográfico sugere que toda a informação contida em um espaço tridimensional poderia estar codificada em uma superfície bidimensional, conceito que surgiu a partir de pesquisas sobre buracos negros desenvolvidas por Stephen Hawking e outros cientistas. Embora essa hipótese ainda esteja sendo investigada, ela representa uma das tentativas mais promissoras de unificar as duas grandes teorias da física moderna.

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