A gigante estrutura de 100 mil metros quadrados ativada em São Paulo reúne 100 aeronaves e prepara o maior acervo de avião militar do país para se tornar um dos cinco gigantes do mundo

Com dez hangares, simuladores, áreas imersivas e um acervo que poderá chegar a 100 aeronaves, o Museu Aeroespacial Paulista será um dos maiores acervos de aviação militar do mundo

Imagem produzida por IA que representa o museu
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Um espaço para reunir os maiores símbolos da aviação militar brasileira em um só lugar. Essa foi a ideia por trás do Museu Aeroespacial Paulista (MAPA), complexo inaugurado pela Força Aérea Brasileira (FAB) no Campo de Marte, em São Paulo. Com 100 mil metros quadrados e capacidade para abrigar até 100 aeronaves, o projeto pretende se tornar um dos cinco maiores museus de aviação militar do mundo. No entanto, apesar da estrutura militar já ter sido oficialmente ativada, a abertura ao público está prevista apenas para 2027.

Novo museu da FAB terá aviões históricos, simuladores e experiências imersivas

Representantes do Museu reunidos

Poucos lugares conseguem preservar a memória de um país como um museu. Esses espaços protegem patrimônios históricos, aproximam o público de grandes descobertas, avanços tecnológicos e acontecimentos que moldaram o país. O Museu Aeroespacial Paulista (MAPA) nasceu com esse propósito. Em publicação no site oficial, a Força Aérea Brasileira revelou que o complexo foi planejado para contar a trajetória da aviação brasileira por meio de experiências imersivas, dez hangares temáticos e um dos maiores acervos de aeronaves militares do mundo. Quando estiver totalmente concluído, o museu terá:

  • Acervo de até 100 aeronaves militares e históricas;
  • 10 hangares com exposições temáticas;
  • Simuladores de voo e ambientes imersivos;
  • Oficina de restauração e manutenção de aeronaves;
  • Espaços dedicados à defesa aérea e ao setor aeroespacial;
  • Centro de convenções e áreas de convivência;
  • Mirante para observar o movimento do Aeroporto Campo de Marte e do Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP);
  • Área externa destinada à exposição de aeronaves ao ar livre.

Segundo a FAB, o objetivo é transformar o museu em um local de preservação da memória aeronáutica nacional, aproximando a sociedade da ciência, da tecnologia e da história da aviação brasileira. Porém, apenas uma pequena parte do projeto está pronto. Os hangares Zero Uno e parte do Hangar 05 foram apresentados durante a cerimônia de ativação, representando cerca de 2% da estrutura que será entregue futuramente aos visitantes. 

O que já existe no MAPA e quando o público poderá visitar o complexo

Foto de um avião na parte externa do museu

Embora a inauguração para o público ainda demore, a apresentação oficial já deu um gostinho do que os visitantes encontrarão quando o museu abrir as portas. No Hangar Zero Uno, por exemplo, a experiência começa antes mesmo da exposição principal. O espaço expõe objetos originais ligados à aviação, como capacetes, hélices, miniaturas de aeronaves e um lounge equipado com assentos ejetáveis, permitindo que o visitante possa vivenciar a experiência de um piloto militar. O mesmo hangar também expõe:

  • Painéis sobre personalidades da aviação brasileira, como Santos Dumont e Salgado Filho;
  • Galeria de ex-comandantes da Aeronáutica;
  • Exposição de uniformes históricos;
  • Uma maquete suspensa do 14-Bis e uma réplica em tamanho real da aeronave;
  • O ultraleve Demoiselle, uma aeronave leve projetada pelo brasileiro Alberto Santos-Dumont ;
  • Linha do tempo da aviação civil e militar brasileira;
  • Homenagens aos pioneiros do Correio Aéreo Nacional;
  • Exposição dedicada ao projeto "Aviação Com Elas", que destaca a participação feminina na aviação brasileira.

Já o Hangar 05 foi reservado para apresentar a evolução da aviação por meio de aeronaves históricas, antecipando parte do acervo que deverá ocupar todo o complexo. Outro destaque é um mural de aproximadamente 65 metros de comprimento produzido pelo artista urbano Gabriel Menezes, o Mena. Inspirada na história da aviação nacional e em Santos Dumont, a obra se tornou a primeira intervenção artística desse porte realizada em um quartel brasileiro.

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