Logitech G325 LIGHTSPEED: o básico para toda hora dos headsets

Sem RGB, sem drama: o headset que troca espetáculo por praticidade 

Crédito de imagem: Xataka Brasil
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João Paes

Redator
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João Paes

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Escreve sobre tecnologia, games e cultura pop há mais de 10 anos, tendo se interessado por tudo isso desde que abriu o primeiro computador (há muito mais de 10 anos). 

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Nem todo produto precisa ser sensacional pra ser bom. Às vezes, o que resolve o seu dia é algo que funciona bem em qualquer situação, sem drama e sem alarde. É exatamente nesse nicho que o Logitech G325 LIGHTSPEED se encaixa: um headset sem fio de aproximadamente R$ 500 que não tenta revolucionar sua experiência sonora, mas também não decepciona em nenhum momento que realmente importa.

Passamos um bom tempo com o fone circulando entre partidas, chamadas de trabalho e trajetos do dia a dia, e o resultado é um produto competente, confortável e surpreendentemente versátil para a faixa de preço em que ele está.

Conforto que realmente impressiona

O primeiro ponto que chama atenção no G325 é o peso: com apenas 212 gramas, ele está entre os headsets over-ear mais leves do mercado, e isso se sente na prática já nos primeiros minutos de uso. As almofadas em espuma de memória, revestidas com tecido respirável, distribuem bem a pressão sobre a cabeça, algo que quem usa óculos o dia inteiro vai agradecer especialmente.

O design também colabora para essa sensação de leveza no uso diário. Sem a haste de microfone tradicional, o G325 tem cara de fone de ouvido comum, daqueles que você usa em uma reunião de trabalho, no transporte público ou mesmo em casa para jogar alguma coisa. Nada de RGB, nada chamando a atenção.

Crédito de imagem: Xataka Brasil

Duas conexões, zero drama

A dupla conectividade é outro dos grandes trunfos do headset. O LIGHTSPEED garante uma conexão sem fio estável e com bom alcance, seja jogando no PC ou no PS5, enquanto o Bluetooth 5.2 mantém memória de pareamento entre dispositivos e permite alternar rapidamente entre celular, notebook e até TV, sem precisar refazer a conexão toda vez.

Já o áudio, entregue por drivers de 32 mm com suporte a 24 bits, cumpre bem o que promete: não é o grave mais profundo nem o agudo mais detalhado que você vai encontrar no mercado, mas dá conta do recado tanto para ouvir música no metrô quanto para jogar ou participar de chamadas em casa.

Crédito de imagem: Xataka Brasil

Onde o G325 deixa a desejar

Nem tudo são flores, claro. O microfone embutido, apesar de discreto e prático, sofre um pouco em ambientes muito barulhentos: as pessoas conseguem te ouvir bem no dia a dia, mas a captação de voz não tem a riqueza de um microfone com haste dedicada.

A construção também entrega o jogo. O uso intenso de plástico, que ajuda a manter o peso baixo, faz o acabamento parecer mais simples do que o visual sugere à primeira vista, mesmo sendo um design bonito. E as conchas auriculares fixas, que não giram nem dobram, tornam a vida mais complicada na hora de guardar o headset na mochila.

Por fim, um detalhe que incomoda em pleno 2026: o receptor LIGHTSPEED ainda usa conector USB tipo A, quase uma relíquia perto do USB-C que já domina a maioria dos periféricos atuais (inclusive para carregar o próprio fone).

Crédito de imagem: Xataka Brasil

Vale a pena?

O G325 LIGHTSPEED é, essencialmente, a camiseta pretinho básico dos headsets gamer: nada extraordinário, mas bom o bastante para qualquer ocasião. Ele troca áudio de altíssima fidelidade, cancelamento ativo de ruído e acabamento premium por conforto extremo, praticidade no dia a dia e uma conectividade que realmente funciona sem esforço.

Para estudantes, jogadores casuais ou profissionais no regime híbrido que vivem alternando entre reuniões e partidas de jogo, é uma escolha difícil de errar. Só não espere impressionar ninguém pelo visual, porque essa nunca foi a proposta do produto.


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