Cercada por três grandes vulcões — entre eles o Misti, considerado um dos mais ativos do país —, Arequipa foi erguida com uma pedra branca formada por antigas erupções vulcânicas e, há quase 500 anos, convive com a constante presença da atividade geológica dos Andes.
Conhecida como "Cidade Branca", Arequipa reúne construções feitas quase que inteiramente com sillar, uma rocha vulcânica clara que deu identidade à cidade. O conjunto arquitetônico recebeu o título de Patrimônio Mundial da UNESCO em 2000.
Cidade nasceu aos pés de vulcões ainda ativos
Arequipa está localizada no sul do Peru, a cerca de 2.300 metros de altitude, em uma região cercada pelos vulcões Misti (5.822 m), Chachani (6.075 m) e Pichu Pichu (5.664 m).
O Misti é considerado um dos vulcões ativos mais monitorados do Peru. Embora sua última grande erupção tenha ocorrido há séculos, estudos geológicos indicam que ele permanece ativo e sob vigilância constante devido ao potencial de novas atividades. A cidade também faz parte do Círculo de Fogo do Pacífico, uma das regiões de maior atividade sísmica e vulcânica do planeta.
Arequipa, no sul do Peru, é rodeada por vulcões em atividade. Foto: Shutterstock
Essa proximidade com os vulcões também impulsiona o turismo local. O Misti é um dos principais cartões-postais de Arequipa e atrai muitos aventureiros interessados em percorrer trilhas que levam até sua cratera. Já o vulcão Chachani também oferece rotas de trekking bastante procuradas, enquanto os mirantes espalhados pela cidade proporcionam vistas panorâmicas dos gigantes que dominam a paisagem.
Além das montanhas, Arequipa também funciona como porta de entrada para o Cânion do Colca, um dos cânions mais profundos do mundo.
Pedra vulcânica deu origem à "Cidade Branca"
O elemento que mais chama atenção em Arequipa é o material usado na construção de praticamente todo o centro histórico.
Grande parte da cidade foi construída com sillar, uma rocha vulcânica formada a partir de cinzas e fluxos piroclásticos expelidos por antigas erupções dos vulcões da região.
Rota do Sillar leva turistas às pedreiras da cidade. Foto: Shutterstock
Com uma cor branca ou levemente rosada, o material é relativamente leve, resistente e fácil de esculpir. Por isso, igrejas, conventos, casarões, pontes e até muros foram erguidos utilizando blocos extraídos das pedreiras próximas.
Centro histórico é Patrimônio Mundial
Hoje, o centro histórico de Arequipa ocupa cerca de 332 hectares e abriga centenas de construções preservadas dos séculos XVI ao XIX. Entre os principais destaques estão a Basílica Catedral de Arequipa, a Plaza de Armas e o Mosteiro de Santa Catalina.
Mosteiro de Santa Catalina foi construído com sillar branco do Vulcão Chachani e sillar rosa do Vulcão Misti. Foto: Shutterstock
Em 2000, a UNESCO reconheceu o conjunto arquitetônico como Patrimônio Mundial por representar uma integração excepcional entre influências europeias e tradições construtivas locais, utilizando quase exclusivamente a pedra vulcânica da região.
Imagens: Shutterstock
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