Analista da Apple Ming-Chi Kuo: "é muito provável que o iPhone dobrável repita o que aconteceu com o iPhone X"

  • O primeiro celular dobrável da Apple será revelado oficialmente em setembro;

  • Mas sua disponibilidade será bastante limitada, segundo o renomado analista

Analista da Apple Ming-Chi Kuo: "é muito provável que o iPhone dobrável repita o que aconteceu com o iPhone X"
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Fabrício Mainenti

Redator

Setembro é um mês marcado em vermelho no calendário de todos os fãs da Apple, e certamente promete ser um momento histórico para a empresa sediada em Cupertino. Além de ser a primeira apresentação sob a liderança de Ternus como novo CEO da Apple, o evento contará com o dispositivo mais aguardado dos últimos anos: o iPhone dobrável.

A empresa vem dando pistas ao longo de seu ecossistema, como a adaptação dinâmica da proporção de tela no recurso de Espelhamento do iPhone e a inclusão de janelas redimensionáveis.

No entanto, um anúncio e lançamento no outono não garantem disponibilidade imediata. O renomado analista Ming-Chi Kuo revelou em seu relatório mais recente no X que a empresa enfrenta um cenário logístico altamente complexo.

Problemas de produção e uma parceira fundamental: a Samsung

As características únicas do novo formato representam o principal obstáculo para o lançamento da Apple; assim como o iPhone X apresentou desafios de fabricação devido à sua tela sem bordas — inédita na época — este novo dispositivo traz o desafio da inovação em relação à sua dobradiça e ao painel flexível.

Conceito de iPhone dobrável criado por Shishir Conceito de iPhone dobrável criado por Shishir

Embora várias fontes já tenham descartado as alegações de que esses problemas adiariam o lançamento para 2027, eles certamente limitarão o volume de fabricação nas etapas iniciais. Enquanto se falava em um pedido inicial bastante otimista de cerca de 10 milhões de unidades, as sondagens de Kuo junto às fábricas de montagem indicam números de remessa mais próximos de sete ou oito milhões.

Desses, no máximo o primeiro milhão estaria pronto até o terceiro trimestre deste ano.

Para superar esses gargalos, a Apple fechou um acordo de exclusividade com uma parceira de longa data: a Samsung. A empresa sul-coreana teria atendido aos rigorosos padrões de qualidade de Cupertino e já ativou linhas de produção em sua fábrica no Vietnã para entregar um lote inicial de três milhões de painéis OLED.

No entanto, segundo Kuo, os consumidores enfrentarão um cenário de alto custo: o dispositivo se enquadrará na categoria premium, com um preço inicial estimado entre US$ 2.300 e US$ 2.500 (entre R$ 11.748 e R$ 12.770). Esses valores provavelmente refletem não apenas a novidade do formato, mas também uma decisão estratégica de maximizar a receita durante um período desafiador causado pela crise dos chips de memória.

O preço afastará muitos usuários?

As consultas de Kuo junto a operadoras e canais de venda apontam para uma alta demanda, que deve superar a oferta. É provável que o estoque limitado de unidades se esgote poucos minutos após a abertura da pré-venda, resultando em prazos de entrega de quatro a seis semanas.

Consequentemente, esse cenário criaria um ambiente propício para especuladores. Kuo alerta que não seria surpreendente ver o dispositivo surgindo no mercado secundário com preços entre 50% e 100% acima do valor oficial de varejo.

Diante da dinâmica de lançamento moldada pelas condições atuais do setor, o analista conclui que a sustentabilidade real da demanda pelo formato dobrável só poderá ser avaliada com precisão no primeiro trimestre do próximo ano, após a estabilização da oferta. Resta saber se essas previsões acabarão se confirmando.

Imagem de capa | Composição utilizando imagens da DigiTimes e uma renderização da Appledata

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