Como frear um carro automático para evitar que os freios esquentem na estrada?

É possível usar o freio-motor nos automáticos, mas o procedimento é diferente

Carro automático
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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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Se você já dirigiu um carro com transmissão manual ou tem um, conhece aquelas situações em que, ao manter uma marcha engatada enquanto o veículo está em movimento e tirar o pé do acelerador, o carro desacelera e até mesmo o motor perde rotações. Isso acontece porque a compressão do próprio motor continua ligada à transmissão e, consequentemente, às rodas.

Em linhas gerais, esse é o princípio básico do freio-motor, um recurso muito útil quando, por exemplo, enfrentamos uma descida íngreme na estrada ou trafegamos por ruas com grande inclinação, ajudando a preservar o sistema de freios.

É importante lembrar que, quando dirigimos de forma agressiva, usando os freios em excesso, trafegando em alta velocidade ou enfrentando longas descidas, as altas temperaturas alcançadas pelos freios, devido ao calor gerado pelo atrito, podem fazer com que as pastilhas de freio cristalizem e percam eficiência ao pisar no pedal.

Essa cristalização ocorre porque os adesivos que mantêm o material das pastilhas no lugar se fundem, formando uma camada que prejudica o funcionamento adequado do sistema.

Isso não significa reduzir diretamente da sexta para a primeira marcha para frear, pois, nesse caso, o motor pode ser danificado devido ao aumento brusco das rotações por minuto (rpm). Na verdade, a redução das marchas deve ser feita gradualmente, de acordo com a situação.

Por exemplo, se estivermos trafegando a 110 km/h na estrada, com a quinta ou sexta marcha engatada (dependendo da transmissão do carro), e começarmos a descer uma ladeira fazendo o velocímetro subir, basta tirar o pé do acelerador para sentir a ação do freio-motor.

Se isso não for suficiente, podemos acionar os freios e reduzir uma marcha na transmissão para ajudar o sistema e evitar o superaquecimento. A ideia é alternar entre as reduções de marcha e a frenagem para distribuir o esforço.

Mas e nos carros com câmbio automático? Também é possível usar o freio-motor? A resposta é sim, mas o procedimento é diferente.

Cambio

As transmissões automáticas modernas contam com um modo manual, que permite aumentar ou reduzir as marchas pela própria alavanca do câmbio. Dessa forma, também é possível utilizar o freio-motor.

Já nas transmissões automáticas mais antigas, é comum encontrar, no trilho por onde se move a alavanca, logo após as posições P, R, N e D, uma posição L ou as posições 2 e 1. Ao selecionar uma delas, a própria transmissão mantém uma marcha específica engatada para proporcionar o efeito do freio-motor. Essa marcha fixa ajuda a controlar a velocidade do veículo durante a descida. Se for necessário aumentar ainda mais o efeito de frenagem, é possível passar da posição 2 para a 1, caso a transmissão ofereça essas opções.

Naturalmente, depois de terminar a descida, é importante voltar a alavanca para a posição adequada, evitando submeter o motor a um esforço desnecessário.

Este texto foi traduzido/adaptado do site Motorpasión.


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