Uma cidade chinesa teve uma ideia para simplificar o retorno: criar um desvio coletivo no meio da rodovia

Novo retorno foi implementado em estrada com várias faixas, mas registros em vídeo levantam algumas dúvidas

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PH Mota

Redator
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PH Mota

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Jornalista há 15 anos, teve uma infância analógica cada vez mais conquistada pelos charmes das novas tecnologias. Do videocassete ao streaming, do Windows 3.1 aos celulares cada vez menores.

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Mudar de direção em algumas estradas é um verdadeiro pesadelo. Perder uma saída em rodovias ou grandes avenidas em algumas das maiores e mais congestionadas cidades do mundo significa fazer uma volta enorme para conseguir mudar de direção. Pensando nisso, uma cidade chinesa está aplicando uma solução que torna muito mais fácil fazer um retorno.

Entretanto, os vídeos não são muito convincentes quanto à segurança da ideia.

Novo retorno

Existem vários modelos para mudar de direção no trânsito. Rotatórias são um modelo eficiente para isso, mas em estradas com muitas faixas elas se tornam inviáveis. Também é possível entrar em uma rua lateral e dar a volta no quarteirão até encontrar a via principal, mas isso leva mais tempo.

É aí que entra o retorno. No caso da nova implementação, que começou a ser aplicada em cidades como Jinan, capital de Shandong, o conceito é simples: uma faixa próxima ao canteiro central que permite não virar à esquerda, mas sim fazer uma curva ainda mais fechada para acessar a direção oposta. Algo como os retornos comuns, mas, como mostra o vídeo, com várias faixas de retorno enfileiradas.

Vários carros param em vagas numeradas e aguardam sua vez para fazer o retorno. Uma linha branca sólida marca a diferença entre essa faixa e o restante do tráfego, e uma amarela funciona como canteiro central.

Como garantir que motoristas impacientes esperem sua vez? Por meio de um semáforo, que regula a manobra. A coordenação entre os sinais permite que o tráfego seja interrompido na faixa em que queremos entrar enquanto o semáforo abre, dando sinal verde para a convergência, e linhas tracejadas no chão servem de guia para os motoristas.

Retorno em Jinan Retorno em Jinan

Riscos

Embora nos vídeos publicados pelo Diário do Povo e por Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, as manobras pareçam ideais, se olharmos para esses registros e o anterior, podemos identificar dois problemas e consequentes riscos dessa manobra.

Um exemplo nos Estados Unidos. Na Flórida, especificamente. Um exemplo nos Estados Unidos. Na Flórida, especificamente.

Nada de exótico

Essa inversão de marcha não é exclusiva da China e, embora a implementação em Jinan tenha chamado a atenção, há outras áreas onde ela é permitida. Estados Unidos e Taiwan são dois exemplos, mas, no caso norte-americano, depende do estado, e a aplicação varia entre uma linha tracejada no chão, a regulamentação por semáforo ou casos mais extremos. No Brasil, os retornos também são comuns em diferentes formatos, com e sem semáforos, a depender dos regulamentos municipais e estaduais.

Original

Portanto, embora chamativa, a faixa de Jinan é apenas mais uma forma de aplicar essa curva de 180 graus para mudar de direção. Em países fora da Europa, onde os quarteirões costumam ser menores e as estradas mais estreitas, é comum ver esse tipo de solução. Mas, no caso de Jinan, o que chama atenção é a quantidade de carros que conseguem fazer o retorno ao mesmo tempo.

O problema é que, embora funcione por permitir que vários veículos façam a curva de 180 graus simultaneamente em uma via com muitas faixas, os vídeos mostram claramente que existe a possibilidade de colisão.

Imagens | MrSwagger21

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