Desde que a ficção científica começou a brincar com a ideia de motos que se autoequilibram ou são conduzidas com uma só roda, o mundo automotivo vem tentado replicar essa estética. Eram funcionalidades que ficavam bem em séries como Dragon Ball, mas que pareciam distantes da realidade.
Algumas marcas, como Yamaha e Honda, chegaram a apresentar protótipos sem nenhuma intenção de levá-los às lojas. A marca chinesa OMOWAY, entretanto, resolveu falar sério. Alcançando o Santo Graal das motos (a ideia de que até mesmo os novatos se animem a pilotá-las sem medo de cair), a empresa anunciou a OMO-X, a primeira scooter elétrica com autoequilíbrio e condução autônoma a chegar ao mercado.
Uma scooter que não tomba
Longe de se limitar ao que alguns modelos já faziam — o apoio com autoequilíbrio quando estamos parados em um semáforo —, o sistema de estabilização com giroscópios desta OMO-X faz com que a moto se mantenha reta mesmo quando está se movendo em baixa velocidade e com uma pessoa dançando em pé sobre o assento.
Aproximando-se mais do que fazem veículos modernos de alto padrão do que do que você esperaria de uma moto, o sistema da OMOWAY, herdado de sua intenção de criar robôs de uma roda que substituam a entrega ágil de mercadorias, conta com sistemas de segurança capazes de ler o ambiente e agir de acordo para evitar acidentes.
Apesar do entusiasmo gerado, é preciso ter cautela, e não apenas porque detalhes técnicos como preço, consumo, peso e outros tenham sido tratados de forma superficial. Na Europa, os veículos de condução capazes de tomar decisões sem intervenção humana ainda seguem proibidos e, salvo em regiões como a Alemanha, esses sistemas ainda não têm espaço por falta da regulamentação pertinente.
Ou seja, por mais que você goste da ideia de pilotar algo o mais próximo possível da moto da Bulma em Dragon Ball, mesmo que ela aparentemente funcione e prometa que você não vai quebrar a cara pilotando, vai ter que esperar.
Este texto foi traduzido/adaptado do site 3D Juegos.
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