Dormir na mesma cama está arruinando casamentos? Especialistas alertam sobre tendência após o "divórcio do sono" virar a tática secreta dos famosos para salvar relacionamentos

Dormir em camas separadas pode fortalecer o casamento? Estudo mostra por que cada vez mais casais estão abandonando uma antiga tradição

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Laura Vieira

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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Dividir a cama depois do casamento sempre foi tratado como uma demonstração de intimidade entre um casal. Mas essa ideia pode estar mudando. Uma pesquisa da Academia Americana de Medicina do Sono (AASM) revela que mais de um terço dos americanos já dorme (ocasionalmente ou com frequência) em quartos separados para acomodar o parceiro, um hábito conhecido como "divórcio do sono". Muita gente acredita que a prática representa uma crise no relacionamento, mas especialistas afirmam que esse hábito controverso entre os casais pode melhorar a qualidade do descanso, reduzir conflitos e até fortalecer a convivência

O "divórcio do sono" deixa de ser tabu e ganha força entre casais que priorizam descanso e qualidade de vida 

Dormir separado pode parecer estranho para quem cresceu associando a cama compartilhada à ideia de um casamento saudável. Mas, na prática, esse costume nem sempre foi a regra. Do final do século XIX até meados do século XX, a nobreza, reis e grande parte da classe média  dormiam em camas ou quartos separados por privacidade, símbolo de status e regras de etiqueta. 

Foi principalmente ao longo do século XX que dormir na mesma cama se consolidou como um comportamento esperado dentro do casamento. A redução dos espaços nas moradias e as mudanças no estilo de vida ajudaram a transformar a cama de casal em um símbolo de intimidade.

Agora, esse conceito começa a ser questionado novamente. Segundo a pesquisa da Academia Americana de Medicina do Sono, mais de um terço dos americanos já opta por dormir separado do parceiro. Entre os millennials, esse percentual chega a 43%, indicando que as gerações mais jovens são menos resistentes à ideia.

Os motivos? Ronco, insônia, horários de sono diferentes, movimentos constantes durante a noite e preferências por temperatura ou iluminação podem comprometer o descanso dos dois. Por isso, ao invés de insistirem em dividir a mesma cama, muitos casais têm optado por criar uma rotina que permita que cada um durma melhor, sem que isso represente um afastamento emocional.

E se você acha que apenas os meros mortais estão adeptos a prática, você está muito enganado: celebridades como Cameron Diaz, Kaley Cuoco, Gwyneth Paltrow e Sarah Paulson já comentaram publicamente sobre dormir em espaços separados para preservar a qualidade do sono e respeitar as diferenças de rotina.

Dormir separado pode reduzir conflitos, mas decisão é particular e depende de cada casal

casal dormindo em camas separadas Dormir em camas ou quartos separados pode salvar o relacionamento - mas isso não é uma regra

O crescimento do divórcio do sono está diretamente ligado ao avanço das pesquisas na área da medicina sobre o impacto do sono na saúde física e mental. Dormir mal não provoca apenas cansaço: a privação de sono reduz a empatia, aumenta a irritabilidade e favorece conflitos entre casais.

Segundo especialistas da Academia Americana de Medicina do Sono, quando um dos parceiros interrompe constantemente o descanso do outro, é comum surgir ressentimento, piora do humor e dificuldade para lidar com situações do dia a dia. Nesses casos, dormir em quartos separados pode ser uma forma de preservar tanto o sono quanto o próprio casamento - mesmo que isso soe drástico demais.

Isso, porém, não significa que a prática seja a melhor solução para todos os relacionamentos. Alguns casais relatam que dividir a cama fortalece a sensação de segurança, conforto e proximidade emocional. Outros acreditam que a separação pode reduzir momentos espontâneos de carinho e intimidade. Por isso, não existe uma regra universal: a decisão deve levar em conta as necessidades e a dinâmica de cada casal.

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