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Fernando Alonso está dirigindo nas ruas de Mônaco um carro que precisa de gente empurrando para dar ré

O Pagani Zonda 760 Diamante Verde é uma unidade única no mundo

Fernando Alonso
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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“Olha só, 10 milhões de euros no carro e ele abre como um Opel Corsa”, observa a conta de Twitter “Tío Torren”, em tom de brincadeira, ao ver Fernando Alonso abrir a porta do seu Pagani Zonda 760 Diamante Verde, colocando uma chave na fechadura, como em qualquer carro popular dos anos 80. E, para completar, em outro vídeo viral, pessoas aparecem empurrando o carro porque, aparentemente, esse Diamante Verde não tem marcha à ré (e estamos falando do Pagani, não do Aston Martin de pista dele). Como isso é possível?

Nem uma coisa nem outra. Vamos por partes.

Fernando Alonso já há algum tempo vem montando uma coleção de carros que seria o sonho de qualquer fã e de qualquer casa de leilões. Ele já foi visto várias vezes pelas ruas de Mônaco ao volante de carros icônicos, como a Ferrari F40 e o Audi Ur quattro.

Sua mais recente aquisição é o Pagani Zonda Roadster 760 Diamante Verde de 2017. Uma verdadeira maravilha cuja existência quase ninguém conhecia até que a especialista em Mercedes, Mechatronik, o colocou à venda. E o piloto asturiano ficou com ele.

O Pagani Zonda é um carro que chegou ao mercado como Zonda C12 em 1999 e permaneceu em produção mais ou menos em série até 2010. A partir daí, vieram as séries especiais e os modelos únicos do Zonda, às vezes destinados apenas às pistas.

Até 2024, houve pelo menos uma nova unidade especial entregue a um cliente, sendo a mais recente conhecida o Pagani Zonda Revo Barchetta de 2024.

De qualquer forma, o Zonda é um carro essencialmente analógico, à moda antiga. Sem assistências à condução, sem câmbio automático e sem os gadgets atuais; nem sequer tem bancos elétricos. E por isso, para abrir a porta, é preciso usar uma chave como antigamente, como em um Opel Corsa — “da época em que carros eram carros de verdade”, diria meu avô.

Certo, mas por mais analógicos que sejam, eles têm marcha à ré, inclusive esse Diamante Verde de Fernando Alonso. E é isso mesmo: o Zonda 760 Diamante Verde usa uma caixa de câmbio sequencial (em princípio, uma Xtrac de 6 velocidades).

Alonso12

Isso é basicamente uma transmissão de competição levemente adaptada para uso em estrada. Esse tipo de câmbio tem marcha à ré, mas ela funciona de forma completamente diferente da de um carro comum.

Por exemplo, não há alavanca de câmbio tradicional nem uma posição “R”. A marcha à ré é acionada por meio de um botão ou alavanca separada, às vezes até com um procedimento específico, como manter um botão pressionado por alguns segundos para evitar engatá-la acidentalmente.

Além disso, em alguns carros equipados com esse tipo de câmbio, a marcha à ré vem acompanhada de tantos avisos visuais e sonoros no interior que parece mais um protocolo tedioso a seguir do que simplesmente engatar a ré.

Há outro fator que reforça essa percepção: em sua configuração de competição, o motor V12 da AMG quase não tem torque em baixas rotações, então manobrar em marcha à ré pode ser algo lento e desajeitado, o que faz com que os proprietários às vezes empurrem o carro manualmente para estacionar ou sair de espaços apertados.

Imagens | X via Tío Torren, Sport Aragon, Mechatronik

Este texto foi traduzido/adaptado do site Motorpasión.


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