Os robôs de entrega geram efeito contrário ao esperado: protestos e até mesmo vandalismo em onda inesperada de ódio

Deveriam facilitar nossa vida, mas o resultado foi tensão

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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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O que parecia ser um avanço silencioso da tecnologia virou foco de tensão urbana. Robôs autônomos de entrega estão se multiplicando em cidades dos EUA — e enfrentando uma reação inesperada: protestos, petições e vandalismo.

A Serve Robotics, spin-off da Uber, expandiu sua frota de cerca de 100 para aproximadamente 2.000 unidades em um ano. Rivais como Starship Technologies e Coco seguem ritmo semelhante. Pequenos, equipados com câmeras e sensores, os robôs usam sistemas de IA similares aos de carros autônomos para navegar por calçadas e cruzamentos.

As empresas defendem ganhos ambientais: segundo a Thunder Said Energy, esses veículos consomem cerca de 1% da energia de uma motocicleta na mesma tarefa. Mas parte do público enxerga intrusos metálicos ocupando espaços de pedestres.

Em Chicago, milhares assinaram uma petição contra as máquinas. Vídeos mostram pessoas chutando e tentando destruir os robôs. O desconforto não é novo: o hitchBOT foi vandalizado dias após chegar aos EUA.

A tecnologia funciona. O desafio é conquistar aceitação cultural em meio ao medo do desemprego e previsões nada otimistas.

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