EUA impede que a Huawei fabrique mais PCs com Windows; a resposta da empresa: lançar seu primeiro notebook com Linux

O futuro dos notebooks da Huawei pode seguir diversos caminhos — e o Linux é o mais imediato

Sem poder usar o Windows e com seu OS próprio ainda engatinhando, Huawei aposta no Linux / Imagem: Huawei
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Victor Bianchin

Redator

Victor Bianchin é jornalista.

A lista de Entidades do Departamento de Comércio dos EUA não é um lugar agradável para se estar. A Huawei já havia perdido suas licenças para usar os serviços do Google e o mesmo aconteceu agora com seus acordos com a Microsoft para utilizar o Windows nos notebooks da empresa.

A Huawei ainda pode vender notebooks com Windows que já estejam no mercado, mas a produção de novos dispositivos com esse sistema operacional depende de licenças, que agora estão sujeitas a restrições. O alcance dessas restrições é global e afetará a disponibilidade de produtos da Huawei com Windows em todos os continentes. Mas a empresa chinesa tem um plano.

A resposta da Huawei

Já em setembro de 2024, diante da iminente expiração do acordo de licenciamento, o próprio Richard Yu, CEO da Huawei, declarou em uma entrevista que os PCs atuais da empresa seriam os últimos com Windows e que a próxima geração chegaria equipada com um sistema operacional próprio, chamado  HarmonyOS.

É uma resposta que não gera muitas dúvidas na China, onde o HarmonyOS Next é a aposta clara para o futuro. Mas, em outros países, o perfil do consumidor é diferente e a iteração atual do HarmonyOS ainda é muito incipiente.

HarmonyOS Next

A Huawei tem plena convicção de que o futuro do seu software passa pela criação de um ecossistema completo em que PC, smartphone, relógios inteligentes e até veículos elétricos estejam conectados. Para isso, está desenvolvendo o HarmonyOS Next — um sistema totalmente próprio, sem vestígios do núcleo Android ou Linux, com um kernel nativo.

Este é o início do projeto de software mais ambicioso já realizado pela empresa, uma proposta que começaremos a ver ainda este ano em PCs vendidos na China.

Sempre há o Linux

Fora da China, o HarmonyOS ainda não faz muito sentido, já que o ecossistema de aplicativos ainda está em construção. Recentemente, a empresa anunciou o Huawei Mate X Pro nas versões 14 e 16 rodando Linux e com um Intel Core Ultra 7. Mas o Linux tem uma participação de mercado na Europa de cerca de 3,4%, um dado que torna praticamente impossível que um dispositivo com esse sistema operacional se torne um sucesso de vendas.

O Mate X Pro é exatamente o mesmo dispositivo que a empresa vendia com Windows, mas com um ambiente Linux e um preço de aproximadamente 10.399 yuans (R$ 8.200). O notebook já pode ser comprado na Vmall (desde que você esteja na China) e é um verdadeiro divisor de águas para a empresa.

Imagem: Huawei

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.

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