É oficial: a Kawasaki H2R, a moto esportiva mais brutal do mundo, está de volta — e agora será ainda mais radical

A Kawasaki Ninja H2 retorna em 2027 ao lado da exclusiva H2 Carbon e de uma H2R de pista que continua competindo em uma divisão própria

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Bárbara Castro

Redatora

No Hall da Fama do motociclismo, há um nome capaz de arrepiar qualquer um só de ouvir falar: Kawasaki H2. Muitos já a davam como morta para 2026, já que a marca de Akashi não dava sinais de vida sobre uma atualização do modelo. Pois é: quase, mas não foi dessa vez.

Agora, mais de dez anos após aquela revolução, a fabricante japonesa confirmou que a família H2 continuará viva em 2027.

Quando a Kawasaki decidiu construir uma moto impossível

Mas antes, vale resgatar um pouco de história. Em 2014, a marca apresentou o projeto pela primeira vez — e aquilo parecia um puro exercício de engenharia sem muito sentido comercial: uma superbike equipada com um compressor mecânico (supercharger) desenvolvido pela própria Kawasaki, projetada em parceria com engenheiros das divisões aeroespacial e de turbinas a gás da Kawasaki Heavy Industries. A meta era uma só: demonstrar até onde a marca era capaz de chegar.

Contra todos os prognósticos, a aposta deu muito certo e ela se transformou em uma das motos mais emblemáticas da história moderna. O sucesso foi tamanho que a superesportiva recebeu o histórico emblema River Mark, uma insígnia reservada exclusivamente a alguns dos projetos mais importantes já concebidos pela gigante japonesa.

O que muda sob a carenagem da nova Ninja H2

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Mais de dez anos depois, o monstro está de volta: a linha segue confirmada para 2027, e as novidades vão muito além de um simples retoque visual.

O que muda, afinal? À primeira vista, pode até parecer a mesma Ninja H2 de sempre. Na essência, sim, mas há muito trabalho refinado sob a carenagem.

A Kawasaki reformulou o rotor do sistema de sobrealimentação, o duto de admissão e uma fatia generosa dos componentes internos do motor: novos pistões, cabeçote, cilindros, virabrequim e eixos de comando de válvulas. Os corpos de borboleta, o sistema de escape e as relações de marcha também foram recalibrados.

O grande objetivo dessas mudanças é garantir respostas ainda mais vigorosas nas médias rotações, ponto que sempre foi o coração desse quatro-cilindros. Com isso, a cavalaria chega a 209 cv (com a indução de ar Ram Air) e o pico de torque é atingido a 8.500 rpm.

O escapamento também recebeu alterações profundas: o diâmetro dos coletores foi revisto, a pré-câmara foi redesenhada e uma ponteira mais compacta entrou em cena para aprimorar a entrega de força em baixos e médios regimes de giro.

Chassi refinado, freios inéditos e eletrônica de ponta

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O chassi continua sendo o clássico multitubular de aço em treliça. Mas a grande novidade fica por conta dos freios, com componentes inéditos em qualquer moto da marca até hoje: a H2 2027 é a primeira Kawasaki de produção a sair de fábrica com as novas pinças Brembo Hypure.

O conjunto de suspensões não mexe na receita consagrada. Na dianteira, trabalha o garfo invertido KYB AOS-II e, na traseira, um amortecedor Öhlins TTX36 — uma dupla calibrada para segurar com firmeza as acelerações viscerais da máquina.

O pacote de tecnologia de ponta é completo: controle de tração KTRC, gerenciamento em curvas KCMF, controle de largada KLCM, ABS inteligente KIBS, quickshifter KQS, controle de freio-motor, amortecedor de direção eletrônico Öhlins, piloto automático e conectividade para smartphones pelo app Rideology. Além disso, o painel de instrumentos traz dois modos visuais distintos, sendo um deles inspirado diretamente nos dutos de admissão do supercharger.

A exclusividade da H2 Carbon e a fúria da H2R

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Na versão Ninja H2 Carbon, o grande diferencial é a seção superior da carenagem, construída em CFRP, composto plástico reforçado com fibra de carbono, que confere maior rigidez e reduz o peso total. Tanto a versão padrão quanto a Carbon exibem a pintura especial espelhada Mirror Coated Spark Black, uma das assinaturas visuais mais marcantes da saga.

E, para coroar, a insanidade absoluta: a H2R. A variante puramente dedicada a circuitos continuará disponível sob encomenda e mantém sua proposta radical intocada: mais de 300 cv gerados pelo motor superalimentado, totalmente livre de restrições ou limitações de rua.

Matéria traduzida por MotorPasion*

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