Submarino canadense encontra o naufrágio do lendário navio de Shackleton

Talvez o nome dele não lhe seja familiar, mas sua história certamente é

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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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Talvez o nome Ernest Shackleton não lhe diga muita coisa, mas ele faz parte do seleto grupo de exploradores que marcaram a Era Heroica da exploração da Antártida. Sua história, porém, já deve ser mais familiar, porque foi retratada inúmeras vezes no cinema. E agora ela voltará aos holofotes após a descoberta de seu navio a 400 metros de profundidade.

Graças a uma expedição da Royal Canadian Geographical Society, especialistas registraram pela primeira vez imagens dos destroços do Quest, considerado o último navio de Shackleton. Utilizando o submarino que visitou o Titanic há 40 anos, a equipe conseguiu explorar os restos do naufrágio, localizados a 390 metros de profundidade.

O lendário navio de Shackleton

A descoberta do Quest faz parte da Heroic Age Expedition, uma expedição que busca localizar os navios que participaram de missões à Antártida e que, de uma forma ou de outra, acabaram no fundo do mar na costa do Canadá e da Groenlândia. A intenção não é recuperar a embarcação, pois ela já faz parte de um impressionante ecossistema de corais e peixes, mas estudá-la e fotografá-la para criar um gêmeo digital.

Port Holes Voyis And Canadian Geographic Foto: Canadian Geographic and Voyis
Nets From Quest Foto: Canadian Geographic and Voyis

Shackleton não se tornou um herói por suas conquistas, mas por um fracasso retumbante. Em uma de suas expedições para atravessar a Antártida por terra, de costa a costa, seu navio, o Endurance, acabou preso e esmagado pelo gelo antes mesmo de conseguir chegar ao continente. O acidente deixou ele e sua tripulação à deriva por quase dois anos, até que conseguiram chegar a uma ilha remota.

Shackleton prometeu que salvaria os 28 homens de sua tripulação e, em um simples bote, navegou 1.300 quilômetros até chegar à Geórgia do Sul, onde atravessou montanhas inexploradas até alcançar a civilização e pedir ajuda. Depois disso, voltou para resgatar seus marinheiros, conseguindo fazer com que nenhum deles perdesse a vida durante a expedição. E, caso esse feito ainda não pareça heróico o suficiente, vale lembrar que tudo isso aconteceu em 1914.

Shackleton morreu aos 47 anos, em 1922, mas não em uma cama: sofreu um infarto a bordo de outro navio, o Quest, enquanto seguia rumo à Antártida para tentar mais uma vez seu desafio. O navio, porém, não afundou naquele momento, mas anos depois, após ser vendido pela família de Shackleton a outra família norueguesa e passar a operar como baleeiro.

Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.


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