Quanto mais melhor? 10 maneiras surpreendentes de tomar água errado

Nem todo hábito ligado à hidratação é tão saudável quanto parece

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Laura Vieira

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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Beber água é um hábito fundamental para a saúde e o bem-estar. O líquido ajuda o organismo a transportar nutrientes e oxigênio pelas células, regular a temperatura corporal, eliminar resíduos pela urina e proteger órgãos e tecidos. Por isso, muita gente adota diferentes estratégias para estimular o consumo de água ao longo do dia.

Mas, se você acha que beber água é algo simples para todo mundo, está enganado. Apesar de ser um hábito fácil de incluir na rotina, algumas práticas podem transformar uma tentativa de manter a hidratação em um erro. Até mesmo quem já está acostumado a beber água pode cometer deslizes sem perceber. Por isso, existem maneiras pouco recomendadas de consumir água no dia a dia. A seguir, confira 10 erros comuns ao beber água e saiba como evitá-los.

1) Escolher garrafas que contêm BPA

Uma das principais dicas para quem quer aumentar a ingestão hídrica diária é ter sempre uma garrafa por perto. Assim, sempre que avistá-la, a pessoa pode se sentir estimulada a beber água, aumentando, consequentemente, a frequência de ingestão. Mas o que muita gente esquece é que a escolha da garrafa é muito importante nesse processo. É preciso ter muito cuidado com o material utilizado na fabricação do recipiente, especialmente quando utilizado repetidamente. 

Um erro comum é escolher garrafas que contém o bisfenol A (BPA), uma substância química empregada na fabricação de diversos produtos, incluindo alguns recipientes usados para armazenar bebidas. Pesquisas indicam que o BPA pode migrar para alimentos e bebidas, enquanto a exposição excessiva à substância é investigada por possíveis relações com diferentes problemas de saúde, como alterações hormonais, hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, embora ainda sejam necessárias mais pesquisas para esclarecer essas associações. Por isso, a alternativa mais segura é optar por recipientes identificados como livres de BPA ou escolher garrafas de vidro ou aço inoxidável.

2) Exagerar na quantidade de água de uma só vez

Quando o assunto é hidratação, mais água nem sempre significa melhor. Beber uma grande quantidade de uma vez não acelera o metabolismo e pode ainda atrapalhar a rotina, principalmente quando isso acontece antes de dormir. Nesse caso, o excesso de líquido pode fazer com que a pessoa precise ir ao banheiro várias vezes durante a noite, prejudicando o sono. Uma estratégia mais adequada é distribuir o consumo ao longo do dia, em vez de tentar compensar tudo de uma vez. A recomendação é não ultrapassar 1 litro de água por hora.

3) Deixar de beber água quando está cansado

A sensação de cansaço nem sempre está relacionada apenas a uma noite mal dormida. A desidratação também pode contribuir para o problema e pode acontecer mesmo quando a pessoa não está doente ou não praticou exercícios intensos. Isso ocorre porque o corpo perde água continuamente durante atividades básicas, como respirar e evacuar. Por isso, a ingestão de líquidos não deve ficar restrita aos momentos de exercício ou em dias mais quentes. Manter a água por perto e consumi-la ao longo do dia pode ajudar a evitar esse problema.

4) Usar água de rios e córregos sem tratamento

É muito importante ter cuidado com a origem da água ingerida. Uma fonte de água natural, por exemplo, pode parecer limpa, mas a aparência não é suficiente para determinar se ela é segura para o consumo. Rios e córregos podem entrar em contato com diferentes tipos de contaminantes. Entre os riscos estão plantas tóxicas, fezes e urina de animais e até produtos químicos descartados de maneira irregular. Por isso, beber diretamente de uma fonte natural pode expor o organismo a substâncias e microrganismos prejudiciais. Quando não houver outra opção, a água precisa passar por um processo adequado de tratamento, com filtros ou pastilhas próprias para purificação.

5) Colocar frutas na água sem higienizá-las

água saborizada Frutas e vegetais mal higienizados podem conter bactérias como Salmonella e E. coli.

Adicionar rodelas de limão, frutas, pepino ou outros vegetais na água pode deixá-la mais saborosa e facilitar o consumo ao longo do dia. Mas quando esses ingredientes não são higienizados corretamente, o problema aparece. Ao cortar uma fruta ou vegetal com a casca contaminada, as bactérias presentes na superfície podem chegar à parte interna. Entre os possíveis agentes estão Salmonella e E. coli. O risco também aumenta quando frutas e verduras são cortadas na mesma tábua utilizada para carnes cruas ou armazenadas em temperaturas inadequadas.

6) Trocar a água por versões cheias de ingredientes artificiais

A tentativa de deixar a água mais interessante também pode levar a outro erro: adicionar produtos com grandes quantidades de açúcar, xarope de milho rico em frutose, aromatizantes ou adoçantes artificiais. O consumo ocasional desses ingredientes não significa necessariamente um problema, mas além de influenciar a sensação de fome, existem possíveis associações entre alguns adoçantes e aromatizantes artificiais e riscos como diabetes tipo 2 e câncer. Para mudar o sabor da água sem recorrer a essas opções, é possível usar limão, lima, hortelã, ervas ou pepino. Assim como acontece com qualquer ingrediente adicionado à bebida, eles precisam ser higienizados antes do consumo.

7) Usar pouca água para tomar medicamentos

Tomar um comprimido com apenas um pequeno gole de água pode parecer suficiente, mas não é a melhor estratégia. Beber um copo cheio ajuda a fazer com que o medicamento chegue adequadamente ao estômago e reduz o risco de que ele fique preso no esôfago, onde pode causar irritação. A quantidade maior de líquido também pode favorecer a absorção de vitaminas hidrossolúveis. Por isso, vale aproveitar o momento para beber uma quantidade maior de água.

8) Evitar água fria por causa de mitos sobre a digestão

A temperatura da água é uma questão associada a alguns mitos. Uma delas é a ideia de que beber água fria poderia contrair os vasos sanguíneos ou atrapalhar a digestão. No entanto, não há nada que indique que é preciso evitar a água gelada por essas razões. Ela pode ser uma maneira de se refrescar e manter a hidratação em dias quentes. Já a água morna pode ajudar a fluidificar o muco quando a pessoa está resfriada, mas esse efeito não significa que ela seja necessariamente melhor para a hidratação.

9) Misturar água e álcool sem compensar a perda de líquidos

Todo mundo sabe que beber uma cervejinha ou outras bebidas alcoólicas pode aumentar a produção de urina porque tem efeito diurético. Como consequência, o organismo pode perder mais líquido, contribuindo para a desidratação. Por isso, a dica é beber água junto com uma bebida alcoólica para ajudar a manter uma ingestão maior de líquidos. Uma estratégia citada na fonte é consumir um copo de água para cada bebida alcoólica ou xícara de café.

10) Beber menos água do que o organismo precisa

Um dos erros mais básicos continua sendo não beber água suficiente, o que representa um grande perigo à saúde. Afinal, o líquido participa de diferentes funções do organismo, incluindo a digestão e a eliminação de resíduos pela urina. A hidratação também está relacionada à prevenção da constipação e à redução do risco de formação de cálculos renais. A quantidade necessária, porém, não é exatamente igual para todas as pessoas. A referência apresentada na fonte indica cerca de 11,5 xícaras por dia para mulheres e 15,5 xícaras para homens

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