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Ar-condicionado com IA por menos de R$ 2 mil? Testei o TCL BreezeIN AI e o resultado surpreendeu

Testamos o BreezeIN AI de 12.000 BTUs por quase um mês e o resultado impressiona até quem instalou o aparelho

Crédito de imagem: Xataka Brasil
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João Paes

Redator
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João Paes

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Escreve sobre tecnologia, games e cultura pop há mais de 10 anos, tendo se interessado por tudo isso desde que abriu o primeiro computador (há muito mais de 10 anos). 

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Depois de quase um mês convivendo com o TCL BreezeIN AI de 12.000 BTUs instalado na minha sala com cerca de 13m², bem dentro da faixa que a TCL promete climatizar em poucos minutos, posso dizer que esse aparelho me surpreendeu antes mesmo de ser ligado.

A surpresa começou ainda na caixa. Quem instalou o aparelho aqui em casa foi um técnico terceirizado, sem qualquer vínculo com a marca, e mesmo assim ele fez questão de elogiar a qualidade da embalagem, principalmente a proteção da unidade condensadora. Segundo ele, é comum outras marcas pecarem nesse cuidado, o que pode gerar pequenos danos ainda no transporte ou no manuseio, problemas que só aparecem (e incomodam) depois de meses de uso. Ele também destacou que a unidade split é bem pensada para quem instala: partes que em outras marcas vêm fixas, e dão trabalho pra mexer, aqui já vêm soltas ou mais acessíveis. Resultado prático: a instalação foi rápida e tranquila, claro que sempre dependendo de como está a estrutura da sua casa ou apartamento para receber o aparelho.

Primeiras impressões: resfriamento rápido e o modo Brisa Suave

Assim que o BreezeIN AI foi ligado, fiz questão de testar no limite: temperatura no 16, a mínima que ele atinge, e ventilação no máximo. Em cerca de 10 minutos, a sala já estava completamente gelada. É um resultado consistente com o que a TCL promete para ambientes de até 20 m², e como o meu espaço é menor do que isso, fez todo sentido esse tempo de resposta.

Mas o que realmente me conquistou foi o modo Brisa Suave. Na prática, ele usa mais de mil microfuros nas lâminas para distribuir o ar de forma laminar, sem aquele jato direto e incômodo que a gente sente em aparelhos comuns. Depois de testar, virou meu modo padrão: não preciso mais ficar ajustando a direção do vento para não bater direto em mim, porque o ambiente inteiro fica fresco de um jeito mais uniforme e agradável. Para quem é mais friorento ou tem crianças e idosos em casa, esse detalhe faz muita diferença no dia a dia.

Um efeito colateral interessante de testar o aparelho durante o veranico de São Paulo: sair da sala, a 22 graus, para o resto da casa, com mais de 25 graus, virou um choque térmico e tanto. Depois de um tempo com parte da casa climatizada, a gente esquece rápido como estava quente e seco lá fora.

Como São Paulo também sabe ser traiçoeira, também consegui testar o modo de aquecimento. Numa noite com temperatura externa perto dos 15 graus, o BreezeIN AI manteve o ambiente numa faixa confortável, perto dos 22 graus, sem grandes oscilações.

Crédito de imagem: Xataka Brasil

Silêncio, app e os detalhes que fazem diferença

Sobre ruído, a instalação aqui foi praticamente ideal: parede com parede, sem grandes distâncias entre a unidade interna e a condensadora. Mesmo assim, não dá para ouvir a parte externa funcionando de dentro de casa. Se você for até a área externa, ouve o som do ar sendo puxado, mas é bem próximo do barulho de um ventilador comum, nada que incomode.

O controle remoto que acompanha o aparelho cobre bem as funções básicas, mas o verdadeiro potencial do BreezeIN AI está no aplicativo TCL Home. A interface é simples e intuitiva, e é ali que você realmente entende tudo que o aparelho é capaz de fazer. Vale explicar rapidamente os principais modos disponíveis:

  • Modo AI Eco: usa inteligência artificial para monitorar o ambiente e ajustar automaticamente a potência, evitando que o aparelho opere no máximo o tempo todo e gerando economia de energia.
  • Modo dormir: talvez o mais bacana da lista. Ele deixa o ambiente mais frio para facilitar pegar no sono e, aos poucos, vai aproximando a temperatura da configuração original perto do horário em que você costuma acordar, simulando algo como o nascer do sol. A sensação lembra bastante um voo de avião, com aquele ajuste gradual de temperatura na cabine.
  • Modo chegar/sair de casa: usa a localização do seu celular para desligar o ar quando você se afasta de um raio pré-definido de distância e ligá-lo automaticamente quando você se aproxima de casa. Na prática, você chega e o ambiente já está fresco, sem precisar ligar no máximo para sentir alívio rápido.
  • Modo idoso: simplifica ainda mais a interface do app, pensando em quem tem menos familiaridade com tecnologia.

Além desses, o app também mostra o balanço de fluxo de ar, temporizador, aprendizado inteligente de rotina e o modo de autolimpeza.

Crédito de imagem: Xataka Brasil A página inicial do aplicativo da TCL.

A conectividade com assistentes de voz também funciona bem. Com a Alexa, dá pra soltar comandos rápidos sem precisar abrir o app. E quem tem uma TV compatível com Google Assistente também consegue controlar o ar-condicionado por lá, o que é uma comodidade extra que poucos aparelhos da categoria oferecem.

Um ponto que merece ajuste: o app tem uma calculadora de consumo em kWh convertido para reais, só que ela não lida bem com centavos, o que deixa a conta final um pouco imprecisa. Considerando um cenário, de R$ 1 por kWh, o aumento na conta de luz em três semanas de uso por aqui não passaria de R$ 8, o que reforça a proposta de economia do aparelho, mesmo com a calculadora precisando de um ajuste fino.

Outro detalhe simples, mas que faz diferença no dia a dia: o aparelho emite um apito ao ligar e desligar. Se o comando for dado pelo aplicativo, dá pra desativar esse som completamente. Só que, se você usar o controle remoto físico, o apito volta a aparecer. Não é um problema grave, mas é o tipo de inconsistência que a TCL poderia resolver em uma atualização futura.

Crédito de imagem: Xataka Brasil Detalhe da calculadora no aplicativo.

Manutenção e design discreto

Ainda não cheguei ao ponto de precisar fazer a limpeza mensal recomendada para todos modelos de ar condicionado, mas já dá pra perceber que as partes destacáveis do split são simples de remover, o que facilita bastante esse processo quando chegar a hora. O modo de auto limpeza, que realiza um processo automatizado em quatro etapas (condensação, esterilização e secagem), também parece ajudar a espaçar a necessidade de limpezas manuais mais profundas. Caso essa etapa se mostre um problema no futuro, pretendo atualizar este texto com mais detalhes. Por enquanto, o indicador "CL" no display, que avisa sobre a necessidade de verificar o filtro, ainda nem apareceu, sinal de que deve demorar para isso ser necessário.

Sobre o design, o BreezeIN AI acerta justamente por não chamar atenção. É um aparelho que fica na parede e você esquece que ele está ali, o que é exatamente o comportamento esperado de um bom split: se funciona direito, você esquece que ele está ali.

Crédito de imagem: Xataka Brasil E é assim que o modo brisa funciona.

O TCL BreezeIN AI de 12.000 BTUs é uma boa compra?

Na hora de fechar as contas, o TCL BreezeIN AI de 12.000 BTUs pode ser encontrado no varejo por cerca de R$ 2.000. Para efeito de comparação, concorrentes diretos como LG, Samsung e Consul costumam ficar mais caros na mesma faixa de capacidade (com preços de R$ 2.300 a 2.700, em média). Com tecnologia inverter, recursos de inteligência artificial e toda a integração com o app TCL Home, o BreezeIN AI entrega um pacote que não deixa nada a desejar frente à concorrência, e ainda sai mais em conta.

Depois de quase um mês de uso, com direito a testes de resfriamento no limite, aquecimento em noite fria e exploração completa do aplicativo, minha indicação é  extremamente positiva. O aparelho entrega o que promete, sem conseguir pensar em decepções ao longo do teste. E se um técnico que não tem qualquer relação comercial com a TCL elogiou tanto o produto na hora da instalação, isso só reforça o que a experiência pessoal já mostrou: o BreezeIN AI é uma ótima pedida para quem quer fugir do calorão que ainda vem por aí.


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