Passei os últimos dias com o SuperNova i9 RTX 4070 ligado na tomada, testando de tudo, e cheguei a uma conclusão meio óbvia assim que os coolers entraram em ação pela primeira vez: o nome NAVE não foi escolhido à toa. Antes mesmo de chegar nesse detalhe (que garanto, vai fazer sentido mais adiante), vale entender o que essa máquina da NAVE realmente entrega para quem joga sério.
E entrega bastante coisa, por sinal.
Uma verdadeira nave
Começando pelo que mais chamou atenção: a tela com 240Hz é, sem exagero, absurda. Depois de alguns dias usando o SuperNova para jogar, voltar para um monitor de 60Hz ou 144Hz parece voltar para o passado. A fluidez em jogos rápidos é nítida, e mesmo fora dos games, o dia a dia (rolar uma página, arrastar uma janela) ganha aquela sensação de suavidade que é difícil de descrever, mas impossível de não notar depois que você experimenta.
Esse tipo de painel só faz sentido, claro, se o hardware por trás aguenta o tranco, e aqui a NAVE acertou a combinação. Com i9 e RTX 4070, o SuperNova rodou praticamente tudo que testei nas configurações mais altas sem sofrer, e em alguns títulos foi possível ativar o ultra com ray tracing ligado. A ressalva fica por conta da taxa de quadros nesses cenários mais extremos: em Forza Horizon 6 e Halo Campaign Evolved, com tudo no talo, o desempenho cai para a faixa de 30 a 40 fps. Não é ruim, mas também está longe de aproveitar os 240Hz da tela. Na prática, para tirar o máximo proveito do painel, o caminho é baixar um pouco os ajustes gráficos, o que também não é nenhum sacrilégio, dado o resultado visual que a máquina entrega mesmo assim.
O design do SuperNova não tenta ser discreto. É uma máquina parruda, que assume a cara de notebook gamer sem pedir desculpas por isso, e essa robustez vem acompanhada de um sistema de resfriamento que faz jus ao tamanho. Em uso prolongado, especialmente em jogos mais pesados, o notebook mantém temperaturas sob controle, mas o preço disso é sonoro: os coolers trabalham duro, e o barulho durante partidas mais exigentes é perceptível. Foi literalmente nesse momento, ouvindo o notebook decolar ao lado do teclado, que o nome NAVE fez todo o sentido para mim.
Vale reforçar: esse não é um notebook para carregar todo dia na mochila para trabalho ou faculdade. O tamanho não é o maior do mercado, mas também está longe de ser discreto, e fica claro que o SuperNova foi pensado para ficar em cima de uma mesa, ligado na tomada, fazendo o que faz de melhor.
Outro ponto que merece destaque é o áudio, desenvolvido em parceria com a SteelSeries. Em notebooks gamers, o som costuma ser tratado como item secundário, mas aqui dá para sentir que houve cuidado real na afinação dos alto-falantes. Não é perfeito para jogar sem fones, mas serve para ouvir uma música entre uma jogatina e outra.
Bom, mas não perfeito
Mas essa nave não é perfeita. O touchpad é bem limitado, tanto em tamanho quanto em precisão, mas convenhamos: quem compra um notebook gamer desse porte provavelmente já tem um mouse ao lado. Ainda assim, é um ponto que pesa um pouco quando você precisa usar a máquina sem periféricos por perto.
Mais incômoda é a questão da conectividade: o SuperNova conta com apenas uma porta USB-C, e ela fica posicionada na parte traseira do notebook. Isso significa menos flexibilidade para quem usa múltiplos acessórios USB-C no dia a dia e um esforço extra toda vez que você precisa conectar ou desconectar algo rapidamente.
Não fiz um teste extenso de autonomia, mas o recado que o SuperNova passa é claro: em jogo, a bateria desce rápido (e o desempenho também cai bastante). E isso não chega a ser um problema, porque não é esse tipo de notebook que se propõe a rodar longe da tomada. A lógica aqui é outra: você deixa plugado e usa o desempenho máximo que o i9 com a RTX 4070 têm para oferecer, sem se preocupar em economizar energia no meio de uma partida.
O SuperNova i9 RTX 4070 começa em R$ 15 mil, com a opção de pagamento à vista no PIX saindo por R$ 12 mil. Não é um valor baixo, mas está dentro do que se espera de uma máquina com essa configuração de tela, processador e GPU. Um diferencial interessante é a possibilidade de personalizar bastante memória e armazenamento, incluindo a opção de instalar até dois SSDs na mesma máquina, o que dá bastante liberdade para quem quer configurar o notebook sob medida para as próprias necessidades (e bolso).
No fim, essa nave decola
No geral, o SuperNova i9 RTX 4070 me deixou com uma impressão bastante positiva. O desempenho é interessante, a tela de 240Hz é um dos melhores argumentos de venda da máquina, e o áudio assinado pela SteelSeries mostra um cuidado nos detalhes. As limitações de conectividade e do touchpad são reais, mas fazem mais sentido quando você entende o público-alvo: alguém que vai instalar essa nave em cima da mesa, ligar na tomada e simplesmente jogar.
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