Super El Niño está chegando, e o ar-condicionado nunca esteve tão barato

Especialistas apontam temperaturas acima da média, ondas de calor e piora na qualidade do ar para o segundo semestre de 2026, enquanto os preços dos condicionadores de ar caem quase 20%

Crédito de imagem: Xataka Brasil
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João Paes

Redator
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João Paes

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Escreve sobre tecnologia, games e cultura pop há mais de 10 anos, tendo se interessado por tudo isso desde que abriu o primeiro computador (há muito mais de 10 anos). 

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O segundo semestre de 2026 deve trazer um visitante que ninguém pediu: o Super El Niño. Segundo especialistas em meteorologia, o fenômeno já começou a se formar e tem tudo para chegar com força total entre os meses de inverno e o auge previsto para novembro.

Para quem não lembra da escola, o El Niño é causado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Na prática, isso significa temperaturas acima da média histórica, ondas de calor mais frequentes, seca prolongada em parte do país e piora na qualidade do ar nas grandes cidades.

O que esperar do clima no segundo semestre

Maria Clara Sassaki, especialista em meteorologia da Tempo OK, explica que os modelos climáticos já indicam um aquecimento oceânico acelerado e consistente. Segundo ela, a fase de El Niño deve se consolidar no início do segundo semestre e atingir intensidade forte por volta de novembro.

Os efeitos esperados seguem o padrão clássico do fenômeno no Brasil: mais chuva no Sul, menos chuva no Norte e Nordeste, e temperaturas acima da média principalmente no Centro-Oeste, Sudeste e interior do país.

Tem também a questão do ar que a gente respira. Em períodos secos, a concentração de poluentes como material particulado, ozônio e monóxido de carbono tende a subir nas regiões metropolitanas. Some a isso a fumaça de queimadas, que pode viajar por longas distâncias e ficar suspensa no ar por dias.

Por que comprar ar-condicionado agora, e não em dezembro

Se tem um padrão histórico no Brasil, é esse: quando o calor aperta, todo mundo sai correndo para comprar ar-condicionado ao mesmo tempo, e aí os preços sobem e a agenda dos instaladores trava.

Álvaro Ruoso, Gerente de Produto de Ar-Condicionado da TCL SEMP, afirma que agora é o momento ideal para fechar negócio. Segundo ele, os preços dos aparelhos estão cerca de 20% mais baixos, a disponibilidade de instaladores é maior e o próprio serviço de instalação está mais barato. Resumindo: comprar em junho é mais barato do que comprar em janeiro com 38 graus na rua e uma fila de espera de duas semanas para instalar.

Crédito de imagem: TCL

Tecnologia para calor extremo e ar mais limpo

Para regiões que devem sofrer mais com calor, baixa umidade e seca prolongada, a TCL aposta em modelos como o BreezeIN AI e o FreshIN 3.0, equipados com inteligência artificial para economia de energia e operação estável mesmo em condições climáticas extremas. Os aparelhos também trazem a função Brisa Suave, que distribui o ar de forma mais uniforme pelo ambiente, além de sistemas de esterilização a 56°C e autolimpeza.

Já para quem vive em grandes centros urbanos, onde a qualidade do ar tende a piorar nos períodos secos, o destaque é o FreshIN 3.0. Diferente de um ar-condicionado convencional, que só recircula o ar que já está no ambiente, o modelo conta com sistema de filtragem em múltiplas camadas, incluindo filtro HEPA, e promove a entrada controlada de ar novo filtrado no ambiente, sem precisar abrir porta ou janela. Ele também monitora a qualidade do ar em tempo real, permitindo acompanhar as condições do ambiente direto pelo controle.

Segundo Ruoso, o consumidor de hoje busca soluções que vão além de resfriar o ambiente, incluindo economia de energia, renovação do ar interno e comandos por voz mesmo sem conexão Wi-Fi.

No fim das contas, a lição é simples: o El Niño não pede permissão para chegar, mas o preço do ar-condicionado, pelo menos por enquanto, ainda dá um desconto.


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