Fabiana Borelli, nutricionista, sobre cortar a parte mofada das frutas: “Cuide da sua saúde da melhor maneira possível. O que você não conseguir, tá tudo bem, a gente é feito pra pra isso”

Consumo ocasional não significa um problema imediato, mas fungos podem produzir substâncias que exigem atenção

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Natália P. Martins

Redatora

Encontrar uma fruta com uma pequena parte mofada costuma provocar uma dúvida, será que posso cortar o pedaço estragado e comer o que sobrou ou é melhor jogar tudo fora? 

Para a nutricionista Fabiana Borelli, a resposta não é tão simples quanto parece. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela explicou que o mofo visível na superfície pode ser apenas a parte mais evidente de uma contaminação que já avançou para regiões que não conseguimos enxergar.

Mofo pode ter se espalhado por todo o alimento

A camada esbranquiçada, verde ou escura que aparece na fruta é apenas a manifestação visível do fungo. A nutricionista explica que, quando o fungo desenvolve estruturas semelhantes a pequenos pelos, ele pode estar presente também em partes que não são perceptíveis a olho nu.

São estruturas chamadas de hifas, que fazem parte do desenvolvimento dos fungos. Por isso, simplesmente retirar a área que apresenta mofo não significa necessariamente que todo o fungo tenha sido removido.

Problema pode ser cumulativo e não imediato

Para Fabiana, a principal preocupação não está necessariamente em passar mal imediatamente depois de consumir uma fruta que teve uma pequena área mofada.

Ela chama atenção para o fato dos fungos produzirem micotoxinas, substâncias químicas que podem acabar sobrecarregando o organismo com o tempo.

Segundo a nutricionista, essas substâncias precisam ser processadas pelo organismo, envolvendo órgãos como fígado e rins.

A nutricionista também destaca que a exposição não acontece necessariamente por uma única fonte. A alimentação e o ambiente cotidiano podem colocar o organismo em contato com diferentes substâncias, e as micotoxinas seriam apenas mais um dos elementos com os quais o corpo precisa lidar.

Por isso, o problema apresentado por ela está relacionado principalmente à exposição acumulada, e não à ideia de que comer uma fruta que apresentou mofo provocará algum problema imediato.

Equilíbrio também faz parte da alimentação

A nutricionista Ainda no vídeo, a nutricionista reconhece que não é possível ter controle absoluto sobre tudo o que chega ao organismo. Por isso, defende uma abordagem mais equilibrada, sem transformar situações cotidianas em motivo para preocupação constante.

Fabiana recomenda que as pessoas cuidem da saúde da melhor maneira possível dentro daquilo que conseguem controlar.

"Cuide da sua saúde da melhor maneira possível. O que você não conseguir, tá tudo bem, a gente é feito pra isso", afirma.


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