Esqueça os implantes caros: a ciência acaba de validar o "tesouro" chinês inesperado que promete reverter a calvície

Pesquisa revela que raíz usada já mais de mil anos na medicina chinesa pode estimular o crescimento de novos fios

Homem calvo sentado de costas.
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Natália P. Martins

Redatora
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Natália P. Martins

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Uma raiz usada há mais de mil anos na medicina tradicional chinesa pode abrir um novo caminho no combate à calvície androgenética — a forma mais comum de queda de cabelo no mundo. Um estudo publicado no Journal of Holistic Integrative Pharmacy aponta que o Polygonum multiflorum, conhecido na China como He Shou Wu, apresenta potencial para estimular a regeneração capilar e reverter o processo por trás da calvície.

O que é o He Shou Wu

O Polygonum multiflorum, conhecido na medicina tradicional chinesa como He Shou Wu, é uma raiz originária do leste da Ásia usada há mais de mil anos em fórmulas de rejuvenescimento e fortalecimento. Ela é rica em compostos antioxidantes e bioativos como emodina e tetra-hidroxiestilbeno glicosídeo (TSG). Tradicionalmente associada à longevidade, à melhora da circulação e ao fortalecimento dos cabelos e unhas. 

Raíz chinesa apresenta maior eficácia em comparação a medicamentos tradicionais

Segundo os pesquisadores da Universidade Farmacêutica de Guangdong, o Polygonum multiflorum age em múltiplos mecanismos biológicos simultaneamente. Essa característica é um diferencial em relação a medicamentos tradicionais como finasterida e minoxidil, que atuam apenas em um ponto do problema e podem acabar desencadeando efeitos colaterais. 

Entre os efeitos descritos no artigo estão, pesquisadores destacam redução da ação do hormônio DHT (di-hidrotestosterona), que enfraquece e afina os fios; proteção das células do folículo capilar contra a morte precoce; ativação das vias biológicas ligadas ao crescimento dos fios; melhora da circulação sanguínea no couro cabeludo.

Essa combinação de efeitos pode prolongar a fase de crescimento (anágena) e até estimular o surgimento de novos fios — algo que os medicamentos convencionais raramente conseguem alcançar.

Pesquisa ainda está em fase de testes laboratoriais

De acordo com os autores, os dados analisados incluem experimentos laboratoriais, observações clínicas e registros históricos da fitoterapia chinesa. As evidências indicam que o Polygonum multiflorum pode, além de retardar a calvície, estimular o crescimento ativo de novos fios.

Apesar dos resultados promissores, os cientistas ressaltam que ainda faltam ensaios clínicos em humanos para comprovar a eficácia e determinar doses seguras. O estudo também alerta que o uso inadequado da erva pode causar efeitos tóxicos, especialmente hepáticos, quando consumida sem o preparo tradicional adequado.

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