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Falha catastrófica em órbita: satélite de Elon Musk explode e inicia mergulho descontrolado na atmosfera

Incidente não foi causado por colisão

Atmosfera
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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A SpaceX confirmou que um de seus satélites da rede Starlink sofreu uma falha catastrófica e está atualmente em uma espiral de descida em direção à atmosfera terrestre. De acordo com a empresa de Elon Musk, o incidente foi causado por uma anomalia interna, e não por uma colisão, o que resultou em uma explosão a bordo da unidade conhecida como Starlink 35956.

O evento foi caracterizado por uma perda súbita de comunicações, queda de altitude e a liberação de pequenos objetos rastreáveis. A firma de monitoramento espacial LeoLabs detectou dezenas de fragmentos ao redor do satélite e sugeriu que o problema se originou em uma "fonte interna de energia", possivelmente relacionada ao tanque de propulsão.

Risco de reentrada na atmosfera

Apesar do susto, a SpaceX garantiu que os destroços não representam perigo para a tripulação da Estação Espacial Internacional (ISS). A previsão é que o satélite reentre na atmosfera da Terra dentro de algumas semanas, processo no qual a maior parte de sua estrutura deve se desintegrar completamente devido ao calor do atrito.

No momento da falha, o objeto orbitava a cerca de 418 quilômetros de altitude. Esta região, chamada de órbita baixa da Terra (LEO), é uma das áreas mais congestionadas do espaço, o que aumenta a preocupação de especialistas sobre a segurança das operações espaciais.

Tráfego espacial se mostra um desafio

O incidente ocorre apenas uma semana após outro satélite da Starlink quase colidir com uma unidade chinesa, evidenciando o crescente perigo do "engarrafamento" orbital. 

Atualmente, mais de 24 mil objetos são rastreados nessa zona, e as projeções indicam que esse número pode chegar a 70 mil até o fim da década, impulsionado por megaconstelações de internet.

Astrônomos e analistas alertam que o aumento contínuo de satélites eleva as chances de colisões que poderiam gerar uma reação em cadeia de detritos, tornando faixas orbitais inteiras inutilizáveis por anos. 

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