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Um balde, um porco, futebol e não para por aí: essas 5 guerras começaram pelo motivo mais ridículo e banal possível

A verdade é que não precisamos de um motivo lógico para guerrear

Porquinho
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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Ao longo da história, guerras foram justificadas por honra, fé, território ou poder. Mas algumas ficaram conhecidas por estopins tão banais que parecem piada, embora, por trás deles, quase sempre houvesse tensões muito mais profundas.

1 - Guerra do Balde (1325) — Bolonha vs. Módena, Itália

O conflito entre as cidades italianas começou oficialmente após soldados de Módena roubarem um balde de madeira de um poço em Bolonha. O objeto virou símbolo da rivalidade entre guelfos e gibelinos. A batalha de Zappolino deixou milhares de mortos. O balde? Até hoje está exposto em Módena.

2 - Guerra do Porco (1859) — Estados Unidos vs. Reino Unido

Nas Ilhas San Juan, disputadas pelos dois países, um colono americano matou um porco britânico que invadira sua plantação. A tensão escalou, tropas foram mobilizadas, mas a guerra nunca foi oficialmente declarada. O impasse terminou anos depois por arbitragem internacional.

3 - Guerra do Futebol (1969) — El Salvador vs. Honduras

Também chamada de “Guerra das 100 Horas”, ocorreu após partidas decisivas das eliminatórias da Copa do Mundo de 1970. O futebol inflamou tensões já existentes sobre imigração e reforma agrária. O conflito deixou milhares de mortos.

4 - Guerra dos Pastéis (1838–1839) — França vs. México

Um confeiteiro francês no México exigiu indenização por danos ao seu estabelecimento. A França usou o caso como pretexto para pressionar o governo mexicano por dívidas e chegou a bombardear o porto de Veracruz.

5 - Guerra do Cão Fugido (1925) — Grécia vs. Bulgária

Conhecido como Incidente de Petrich, começou quando um soldado grego atravessou a fronteira perseguindo um cachorro e foi morto. A Grécia invadiu a Bulgária dias depois. A Liga das Nações interveio rapidamente e o conflito durou pouco.

No fim, o balde, o porco ou o jogo eram apenas a faísca. A pólvora já estava espalhada havia muito tempo. E, ainda assim, o ser humano não precisa de muita lógica ou propósito para guerrear. 

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