Nem carros elétricos nem baterias baratas superam o plano implacável da BYD de vender robôs humanoides em concessionárias

Montadora chinesa confirma o desenvolvimento de robôs humanoides e pretende usar sua rede global de concessionárias para vender, demonstrar e dar suporte às máquinas no futuro

Robo Huamnoide
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Laura Vieira

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Laura Vieira

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Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Já imaginou entrar em uma concessionária e encontrar um robô humanoide ao lado dos carros em exposição? Pois acredite se quiser: essa ideia faz parte dos planos da BYD, empresa que se tornou uma das maiores fabricantes de carros elétricos do mundo. A montadora chinesa confirmou que está desenvolvendo robôs humanoides e estuda usar sua rede de concessionárias para comercializar as máquinas no futuro

A estratégia é aproveitar toda a experiência acumulada em áreas como baterias, motores elétricos e inteligência artificial para dar um passo rumo ao futuro e acelerar sua entrada no mercado de robôs humanoides. Segundo a empresa, muitas das tecnologias que já equipam seus veículos podem ser adaptadas para essas máquinas, o que pode reduzir custos de desenvolvimento e encurtar o caminho até a comercialização. 

A BYD quer usar suas concessionárias para vender muito mais do que carros

Construir um robô humanoide é apenas metade da batalha. A outra metade é convencer alguém a comprá-lo. E a BYD acredita que suas concessionárias podem ser a peça que falta para transformar uma tecnologia futurista em um produto de consumo real. Segundo executivos da BYD, caso os robôs humanoides cheguem ao mercado doméstico, a intenção é utilizar a estrutura já existente da marca como canal de vendas. Ou seja, ao invés de criar lojas especializadas do zero, a empresa quer transformar concessionárias em pontos de demonstração, comercialização e suporte pós-venda. Isso significa que o consumidor poderia visitar uma concessionária para conhecer um carro elétrico e, no mesmo local, experimentar um robô humanoide.

Mas os planos da empresa são bem mais ambiciosos do que uma simples venda. A BYD afirma que as máquinas também poderão atuar no atendimento ao público e no suporte a equipamentos, funcionando como assistentes em lojas, centros de serviço e outros ambientes comerciais. A empresa chegou a cogitar o uso desses robôs como guias de vendas em mercados internacionais, especialmente em regiões onde a contratação de funcionários pode ser mais cara ou complexa.

Por enquanto, porém, é importante destacar: os robôs ainda não estão à venda e a fabricante não divulgou preços, especificações técnicas ou uma previsão oficial para sua chegada às concessionárias.

Robôs humanoides: o segredo está nas mesmas tecnologias que fizeram a BYD dominar os carros elétricos

Para a BYD, carros inteligentes e robôs humanoides compartilham mais semelhanças do que diferenças, e isso é o que molda o plano ambicioso da empresa. Segundo eles, ambos dependem de sensores para entender o ambiente, sistemas de inteligência artificial para tomar decisões, motores elétricos para movimentação e baterias para fornecer energia. Ou seja, boa parte da tecnologia que já equipa os veículos da marca pode ser adaptada para os robôs.

Apesar de parecer uma novidade, o desenvolvimento dos robôs não começou agora. de acordo com informações divulgadas na China, a empresa trabalha em projetos internos de robótica desde 2022. Além disso, a montadora pretende criar uma plataforma aberta que permita tanto o desenvolvimento de modelos próprios quanto parcerias com outras empresas do setor.

A aposta acontece em um momento em que várias montadoras disputam espaço na corrida pelos robôs humanoides. Empresas como Tesla, Hyundai, XPeng e Chery também investem em projetos semelhantes para uso doméstico, comercial e industrial. Mesmo assim, a BYD acredita ter uma vantagem: sua enorme capacidade de produção e sua experiência na fabricação de componentes como baterias, motores e sistemas inteligentes. Se essa estratégia vai funcionar ou não, aí é uma preocupação para o futuro. Mas uma coisa já parece certa: a montadora chinesa não quer limitar seu futuro apenas aos carros elétricos. 


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