Uma onda de demissões em empresas como a OpenAI, Anthropic e xAI acendeu um alerta no Vale do Silício. Pesquisadores e executivos de segurança estão deixando seus cargos e, na saída, fazem críticas públicas sobre os rumos da inteligência artificial.
Mrinank Sharma, que liderava a equipe de Pesquisa de Salvaguardas da Anthropic, afirmou em carta divulgada pela CNN: “O mundo está em perigo”. Ele também declarou que, durante seu tempo na empresa, viu “repetidas vezes como é difícil deixar que nossos valores realmente governem nossas ações”.
Na OpenAI, a pesquisadora Zoë Hitzig anunciou sua saída em um artigo no The New York Times, citando “profundas reservas” sobre a nova estratégia de publicidade da empresa. Segundo ela, o ChatGPT possui “potencial para manipular usuários de maneiras que não temos ferramentas para entender, muito menos para impedir”, especialmente por armazenar dados sensíveis como medos médicos, problemas de relacionamento e crenças pessoais.
A tensão aumentou após relatos de que a OpenAI desmantelou sua equipe de “alinhamento de missão” e demitiu a executiva de segurança Ryan Beiermeister, que teria se oposto a um “modo adulto” no chatbot.
Já na xAI, de Elon Musk, metade dos cofundadores deixou a empresa em 24 horas. Musk afirmou que a companhia foi “reorganizada para acelerar o crescimento”.
Para críticos, a corrida por IPOs e crescimento acelerado estaria colocando lucro acima da segurança e isso levanta dúvidas sobre os riscos reais da IA no cotidiano.
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