A Meta está prestes a mudar a forma como bilhões de pessoas interagem com suas redes sociais. A empresa confirmou que começará a testar, ainda este ano, modelos de assinaturas pagas para o Instagram, Facebook e WhatsApp. A estratégia busca diversificar a receita da companhia, hoje dependente de anúncios, oferecendo recursos exclusivos de personalização e inteligência artificial.
Diferente de um pacote único, a Meta planeja testar modelos sob medida para cada aplicativo. O objetivo é oferecer ferramentas "premium" sem alterar as versões gratuitas que já conhecemos. Essa movimentação é inspirada no sucesso do Snapchat+, que já conquistou 16 milhões de assinantes pagando US$ 3,99 por mês.
Manus: o cérebro por trás da nova estratégia
A grande aposta da Meta para justificar o pagamento é a integração do Manus, um agente de inteligência artificial avançado adquirido pela empresa no final de 2025 por cerca de US$ 2 bilhões.
- O Manus é especializado em tarefas complexas e pedidos contextuais, funcionando tanto como um assistente pessoal para usuários comuns quanto como uma plataforma de produtividade para empresas.
- O gerador de vídeos curtos por IA da Meta, chamado Vibes, passará a adotar o modelo "freemium". Usuários comuns terão acesso básico, enquanto ferramentas avançadas de criação serão restritas aos assinantes.
O que os assinantes ganharão no Instagram?
Vazamentos de testes iniciais mostram que a Meta está focando em recursos de privacidade e controle que são desejados há anos pela comunidade:
- Stalking anônimo: a capacidade de visualizar Stories sem que o autor saiba.
- Gestão de seguidores: ferramentas para identificar rapidamente quem não te segue de volta.
- Listas ilimitadas: criação de listas de audiência sem restrições de quantidade.
- Controle total: maior poder sobre quem vê suas interações e conteúdos.
Um movimento cauteloso contra a "fadiga de assinaturas"
Embora o mercado de assinaturas esteja saturado, a Meta acredita que há espaço para crescer entre usuários comuns e pequenas empresas, diferenciando este novo plano do Meta Verified (focado em selos de verificação e suporte).
A abordagem da empresa será cautelosa: testar em pequenos grupos, coletar feedback e expandir apenas o que realmente funcionar.
Para uma gigante que construiu seu império no acesso gratuito em troca de dados, cobrar por funções extras é sua tentativa mais ambiciosa de mudar a dinâmica do ecossistema das redes sociais.
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