Estar em Lausanne, na Suíça, ao lado de jornalistas do mundo todo, para conhecer o Logitech Pro X2 Superstrike, foi uma dessas experiências raras em que dá para sentir que algo realmente novo está acontecendo antes mesmo de ligar o PC. A Logitech não estava ali apenas apresentando mais um mouse gamer premium — ela estava propondo uma ruptura direta com a forma como mouses funcionam há décadas.
O coração dessa mudança atende pelo nome de HITS (Haptic Inductive Trigger System). Em vez dos tradicionais microswitches mecânicos ou ópticos, o Superstrike usa sensores analógicos que detectam o quanto o botão foi pressionado, enquanto um motor háptico simula o clique físico. Na prática, é uma lógica muito mais próxima do que a Apple fez com os trackpads do MacBook ou de teclados mecânicos do que de qualquer mouse gamer tradicional. O resultado é um clique quase instantâneo, preciso e ajustável em níveis que simplesmente não existiam antes.
Nos testes de laboratório da Logitech — que pude acompanhar de perto — o impacto dessa tecnologia fica evidente. O Superstrike pode registrar um clique com apenas 0,1 mm de deslocamento, contra cerca de 0,6 mm dos mouses convencionais. Isso reduz drasticamente a latência de entrada, algo que a própria Logitech estima ficar até 30 ms mais rápido. No mundo competitivo, isso não é detalhe: em jogos como Counter-Strike 2, esse intervalo pode ser a diferença entre matar ou morrer ao apontar para o adversário.
Outro diferencial herdado dos teclados analógicos é o rapid trigger. Aqui, o clique não depende mais de ultrapassar um ponto fixo de atuação, mas da mudança de direção do botão. Isso permite cliques rápidos e consistentes em qualquer ponto do curso, algo que favorece desde movimentação frenética em MOBAs até microajustes em FPS. Para pro players, é um prato cheio. Para quem joga em casa, é aquele conforto técnico que você não sabia que precisava — até testar.
E sim, o mouse é tão bom que, em meio às conversas, alguns jornalistas chegaram a questionar se ele poderia ser banido em competições. A Logitech deixou claro que isso não está nos planos — e, depois de usar, dá para entender o porquê. O Superstrike não transforma um pereba de mouse e teclado, como eu, em um craque. Ele é mais como uma chuteira feita sob medida para o Messi: faz milagres nos pés certos, mas não cria talento do nada. Enquanto pró players chegam a quase 12 cliques por segundo, eu mal passei de 7 — ainda assim, melhor do que poderia alcançar em um mouse comum.
Fisicamente, o Superstrike segue a filosofia do já consagrado Superlight 2: 61 gramas, formato simétrico seguro, confortável para a maioria das pegadas e ajustes internos sofisticados para acomodar a nova tecnologia. “Se não está quebrado, não conserte”, disse o designer da Logitech quando explicou a escolha pelo desenho tradicional.
O Logitech Pro X2 Superstrike não é apenas o melhor mouse competitivo que já testei: ele é uma quebra de paradigmas que mostra que, quando a indústria foca em melhorias reais e não só em buzzwords de marketing, ela realmente consegue entregar itens que parecem vindos do futuro.
Créditos de imagens: Logitech, Xataka Brasil
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