Alerta para quem tem filhos: Meta enfrenta julgamento por 'explorar' crianças e a acusação revela um verdadeiro pesadelo

Empresa não estaria protegendo menores de idade de predadores

Instragram | Fonte: Unsplash/Alexander Shatov
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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A gigante da tecnologia Meta está, mais uma vez, no banco dos réus. Um julgamento iniciado em Santa Fé, no Novo México, coloca o Facebook e o Instagram sob uma investigação rigorosa. A acusação, liderada pelo procurador-geral Raúl Torrez, afirma que a empresa permitiu conscientemente que predadores explorassem jovens usuários em suas plataformas, priorizando o lucro e uma suposta defesa da liberdade de expressão em detrimento da segurança infantil.

De acordo com a promotoria, as evidências demonstrarão que os ambientes criados pela Meta são perigosos para menores, expondo-os a riscos graves de exploração sexual, extorsão e até tráfico humano. O processo argumenta que não se trata de falhas isoladas, mas de um modelo de negócio que ignora avisos internos sobre os danos causados aos adolescentes.

Algoritmos viciantes e contradições internas

O tribunal também analisa a natureza dos algoritmos das redes sociais da empresa. Os promotores alegam que a Meta utiliza mecanismos projetados para viciar jovens, violando leis estaduais de proteção ao consumidor ao esconder os efeitos nocivos dessas ferramentas.

Relatos apresentados na abertura do caso sugerem que executivos de alto escalão contradiziam regularmente as pesquisas internas da própria Meta, que já apontavam os danos que o Facebook e o Instagram causavam aos adolescentes.

Além da exploração direta, a empresa é acusada de criar um "incômodo público", expondo crianças a danos mentais permanentes em troca de maiores margens de lucro.

Mais de 40 procuradores-gerais nos Estados Unidos já moveram ações semelhantes contra a companhia, alegando um design deliberado focado na dependência digital de menores.

A defesa da Meta: progresso e limitações técnicas

Em sua defesa, a Meta nega ter enganado o público ou as autoridades. A empresa afirma que divulga regularmente os riscos potenciais de seus serviços e que possui um compromisso de longa data com o bem-estar dos jovens. Em nota oficial, a companhia destacou seus recursos de segurança, como restrições de conteúdo e informações detalhadas sobre as interações no chat.

O advogado da Meta, Kevin Huff, argumentou que os riscos citados ocorrem porque o sistema não consegue capturar todas as violações dos termos de serviço instantaneamente. A empresa também classificou os argumentos do Novo México como "sensacionalistas", alegando que a promotoria selecionou documentos de forma isolada para distorcer a realidade do trabalho de segurança realizado pela plataforma.

Este julgamento ocorre paralelamente a outros casos graves, como o de uma jovem na Califórnia que processa diversas redes sociais por distúrbios de imagem e depressão causados pelo uso excessivo na infância. 

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