O lado sombrio da OpenAI: executiva cai após denúncia grave e expõe a tensão nos bastidores da dona do ChatGPT

Isso ocorre logo após ela se posicionar contra conteúdo adulto na plataforma

ChatGPT | Fonte: Unsplash/Levart_Photographer
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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A demissão de Ryan Beiermeister, ex-vice-presidente de política de produtos da OpenAI, trouxe à tona um conflito interno profundo na empresa responsável pelo ChatGPT. Beiermeister era uma das vozes mais críticas ao novo "modo adulto" do chatbot, anunciado pelo CEO Sam Altman no final do ano passado. Embora a executiva tenha se posicionado contra a ferramenta, a OpenAI afirma que seu desligamento, ocorrido em janeiro, não teve relação com suas opiniões profissionais, mas sim com uma denúncia de discriminação sexual feita por um colega de trabalho do sexo masculino.

A ex-executiva nega veementemente as acusações, classificando a alegação de discriminação como absolutamente falsa. Antes de ingressar na gigante da inteligência artificial, ela acumulou passagens por empresas de peso como Meta e Palantir, e dentro da OpenAI havia fundado um grupo interno de mentoria para mulheres. 

O caso ganha contornos complexos pois ocorre justamente em um momento em que um conselho consultivo da própria empresa teria solicitado que o lançamento do conteúdo adulto fosse reconsiderado por questões de bem-estar.

O polêmico modo adulto e a busca por receita

O embate sobre o "modo spicy" revela uma mudança radical na postura de Sam Altman, que anteriormente se opunha à criação de conteúdos eróticos. A previsão é que o ChatGPT passe a gerar literatura erótica para adultos verificados ainda no primeiro trimestre de 2026. 

Altman tenta diferenciar o serviço da pornografia gerada por IA, focando no mercado de erotismo, que movimenta bilhões de dólares globalmente. Para uma empresa que projeta prejuízos bilionários nos próximos anos, ignorar fontes de receita desse porte tornou-se uma opção comercialmente difícil de sustentar.

A saída de Beiermeister entra para uma lista crescente de demissões em grandes empresas de tecnologia que ocorrem após funcionários manifestarem desacordo com diretrizes internas. 

Casos semelhantes já foram registrados na Ubisoft, Google e X, sob a gestão de Elon Musk. Na OpenAI, o desligamento reforça o clima de tensão entre a necessidade de expansão financeira através de novos mercados e os limites éticos e de segurança defendidos por parte de seu corpo técnico.

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