Tendências do dia

Digitar usando sua mente é uma realidade não tão distante — e pode ser algo tão simples quanto vestir uma touca

IA pretende interpretar pensamentos humanos e padrões de linguagem

Cérebro controlando computador
Sem comentários Facebook Twitter Flipboard E-mail
vika-rosa

Vika Rosa

Redatora
vika-rosa

Vika Rosa

Redatora

Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


413 publicaciones de Vika Rosa

E se, em vez de deslizar os dedos pela tela do celular ou digitar as teclas em um notebook, você pudesse simplesmente pensar nas palavras para que elas aparecessem no visor? Essa é a proposta da Sabi, uma startup do Vale do Silício que está desenvolvendo uma tecnologia capaz de transformar o pensamento em texto sem a necessidade de procedimentos invasivos.

Diferente da Neuralink, de Elon Musk, que foca em chips implantados cirurgicamente no cérebro, a Sabi aposta na conveniência. A ideia é criar dispositivos vestíveis, como toucas e bonés, repletos de sensores que captam a atividade neural diretamente pelo couro cabeludo.

Para os investidores do projeto, essa é a única forma de levar a interface cérebro-computador para o grande público, já que dificilmente bilhões de pessoas aceitariam passar por uma cirurgia apenas para facilitar o uso do computador.

Milhares de sensores com inteligência artificial

O grande desafio de não usar implantes é que os sinais cerebrais ficam mais fracos e "ruidosos" quando captados por fora do crânio. Para resolver isso, a empresa está projetando uma touca com uma densidade impressionante de sensores: entre 70 mil e 100 mil pontos de contato. Essa escala permite mapear com precisão onde e como a atividade neural está acontecendo.

Para interpretar esses dados, entra em cena a inteligência artificial. A Sabi está treinando um modelo de linguagem específico para o cérebro, utilizando mais de 100 mil horas de dados neurais coletados de voluntários. O objetivo é que o sistema consiga entender os padrões de fala interna de qualquer pessoa, adaptando-se às variações individuais de cada usuário sem exigir calibrações demoradas.

Embora a velocidade inicial de digitação esperada seja de 30 palavras por minuto, um pouco abaixo da média humana no teclado, a expectativa é que o desempenho melhore conforme a tecnologia evolua. 

Além da eficiência, a startup afirma estar atenta à privacidade, garantindo que os dados cerebrais sejam criptografados, já que não existe informação mais íntima do que os nossos próprios pensamentos.

Inicio