O mundo digital se transformou de forma impressionante nos últimos anos. Hoje, quase tudo o que fazemos, das mensagens enviadas no celular ao funcionamento de grandes empresas, depende de estruturas chamadas datacenters. Essas estruturas gigantes de tecnologia sustentam a internet como a conhecemos, mas também levantam um alerta importante que é muito pouco discutido: o consumo de energia.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Agência Internacional de Energia (AIE), o consumo de energia necessário para manter a operação dos datacenters pode dobrar até 2030. Essa mudança pode trazer consequências negativas para o meio ambiente, pressionando ainda mais o equilíbrio entre avanço tecnológico e sustentabilidade.
O que são os datacenters?
Hoje em dia, usar a internet parece ser algo bem simples: basta pegar o dispositivo, digitar o que deseja ser pesquisado e, pronto, terá as informações que você busca. Contudo, para que a internet funcione, não basta apenas ter computadores ou celulares conectados. É nos datacenters que estão reunidos os servidores responsáveis por armazenar informações, processar dados e manter os sistemas digitais em funcionamento.
Mas o que é de fato os datacerters? São ambientes físicos de alta complexidade, que abrigam estruturas necessárias para o funcionamento de sistema de computação, como equipamentos de rede, sistemas de telecomunicação, armazenamento em larga escala e uma infraestrutura elétrica potente para garantir que tudo opere sem interrupções. Ou seja, é onde basicamente a nuvem “mora”. Sem eles, redes sociais, bancos, serviços de streaming e até aplicativos não existiriam.
Estudo revela que consumo de energia dos datacenters deve dobrar até 2030
Apesar de ser fundamental para o funcionamento de vários serviços, o grande “problema” dos datacenters é o seu alto consumo de energia. De acordo com estimativas recentes da Agência Internacional de Energia (AIE), essas estruturas, que hoje já consomem 415 TWh por ano, o equivalente a 1,5% de toda a eletricidade mundial, devem chegar a 945 TWh em 2030. Isso significa que, em poucos anos, o gasto energético dos datacenters vai dobrar e pode superar o de países inteiros, como o Japão. Mas qual o motivo por trás desse aumento? O principal “culpado” desse aumento expressivo é a inteligência artificial, que exige uma capacidade de processamento muito maior que os outros sistemas. Isso acontece porque a IA processa um volume de dados muito grande e em tempo real, o que, consequentemente, acaba exigindo mais eletricidade para o funcionamento.
Veja quais são os países que lideram o consumo de energia
De acordo com o relatório Agência Internacional de Energia (AIE), os países que mais consomem energia nos datacenters são os Estados Unidos e a China, potências que lideram a economia global. Juntos, eles devem ser responsáveis por 80% do aumento global no consumo energético de datacenters até 2030. A previsão é que os Estados Unidos tenham alta de 130% em relação aos níveis atuais, enquanto a China deve registrar um salto ainda maior, de 175%. A Europa também vai sofrer um aumento, com projeção de crescimento de 70%. Esses números refletem não apenas o tamanho das economias, mas também a liderança tecnológica dessas regiões, que concentram os maiores avanços em inteligência artificial, computação em nuvem e inovação digital.
Entenda os impactos ambientais do datacenters
O crescimento acelerado dos datacenters levanta um desafio urgente: como conciliar a expansão digital com a preservação do planeta? De acordo com estudo da Hostinger, provedora global de hospedagem de sites que também utiliza IA e depende dos datacenters, essas estruturas podem se tornar grandes fontes de emissão de carbono se continuarem dependentes de energia gerada pela queima de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás natural.
Para enfrentar esse problema e reduzir o impacto ambiental, uma das soluções é investir em iniciativas sustentáveis para a produção de energia, como a energia solar. A Hostinger, por exemplo, afirma que opera seus datacenters com 100% de energia renovável, como solar e eólica, além de investir em eficiência energética. A aposta em fontes limpas de energia não apenas reduz os impactos ambientais, mas é essencial diante da previsão de que a demanda de energia dobre até 2030.
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