A conta chegou para a IA: Anthropic enfrenta processo de US$ 3 bilhões acusada de 'saquear' 20 mil músicas

Grandes editoras musicais estão envolvidas

IA e música | Fonte: Unsplash/Possessed Photography
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Vika Rosa

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Vika Rosa

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Jornalista com mais de 5 anos de experiência, cobrindo os mais diversos temas. Apaixonada por ciência, tecnologia e games.


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A gigante da inteligência artificial Anthropic, criadora do modelo Claude, está no centro de uma das maiores disputas de direitos autorais da história. Grandes editoras musicais — lideradas pela Universal Music Group (UMG), Concord e ABKCO — entraram com uma ação judicial federal de US$ 3 bilhões, acusando a empresa de "pirataria flagrante".

O processo, aberto em 28 de janeiro na Califórnia, alega que a Anthropic baixou e utilizou sistematicamente mais de 20.000 obras protegidas, incluindo letras, partituras e composições, para treinar seus modelos de IA sem qualquer autorização ou licenciamento.

Escala industrial e fontes piratas

O que começou como uma queixa envolvendo apenas 500 obras escalou rapidamente para dezenas de milhares. Os pontos centrais da acusação incluem:

  • Fontes ilegais: as editoras afirmam que a Anthropic obteve as músicas e letras de fontes piratas para alimentar sua base de dados.
  • Responsabilidade individual: o processo nomeia especificamente os fundadores da empresa, incluindo o CEO Dario Amodei, como réus.

A equipe jurídica por trás do caso é a mesma que venceu a Anthropic anteriormente em um processo sobre livros, que resultou em um acordo de US$ 1,5 bilhão. Naquela ocasião, o juiz decidiu que usar conteúdo pirata é ilegal, independentemente de o treinamento de IA ser considerado "uso aceitável" (fair use) ou não.

O futuro da IA e dos direitos autorais

A indenização de US$ 3 bilhões é baseada nas leis de direitos autorais que permitem danos significativos por cada obra infringida. Se as editoras vencerem, o caso pode mudar drasticamente o mercado tecnológico. Ao menos no que diz respeito à arte:

Empresas de IA podem ser forçadas a adotar apenas conjuntos de dados licenciados e pagos.

O setor pode caminhar para um modelo onde o uso de dados para IA exige pagamentos automáticos aos detentores de direitos. Haverá uma pressão maior para que as empresas revelem exatamente quais dados foram usados para "ensinar" seus modelos.

Até o momento, a Anthropic não comentou oficialmente o novo processo, mas a batalha judicial promete definir os limites entre a inovação tecnológica e a proteção da propriedade intelectual na era da inteligência artificial.

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