Após cinco anos e bilhões investidos, Meta demite milhões de funcionários do metaverso

Isso condiz com as declarações de Zuckerberg de que 2025 deveria ser o ano da decisão para o metaverso

Zuckerberg / Imagem: Mein-MMO
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Victor Bianchin

Redator
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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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A Meta investiu bilhões em seu metaverso nos últimos anos e queria transformar o mundo digital em um dos principais pilares da empresa. A mudança de nome da empresa de Facebook para Meta, em 2021, também deixou claro esse passo.

Mas, pouco menos de cinco anos após essa reorientação, agora tudo parece ter chegado ao fim. Segundo um relatório do The New York Times, a empresa teria demitido cerca de 1.500 funcionários de sua divisão “Reality Labs”. E outras áreas do setor de VR também teriam sido afetadas:

  • Estúdios que deveriam produzir conteúdos especificamente para o metaverso — entre eles Armature Studio (“Resident Evil 4 VR”), Twisted Pixel (“Marvel’s Deadpool VR”) e Sanzaru (“Asgard’s Wrath”) — teriam sido fechados.
  • O aplicativo de fitness em VR Supernatural, que a Meta havia adquirido em 2023 por 400 milhões de dólares, não vai mais produzir novos conteúdos e deve entrar em “modo de manutenção”.
  • Camouflaj, o estúdio por trás do jogo em VR “Batman: Arkham Shadow”, também teria sido afetado por demissões.
  • O programa da Meta “Workrooms”, que deveria levar o VR para o ambiente de trabalho, também deve ser encerrado.

Mark Zuckerberg afirmou em 2025 que pretendia apostar tudo em uma única carta: ou o metaverso seria um sucesso em 2025, ou eles fracassariam. Andrew Bosworth, CTO da Meta, também declarou na época que a divisão “Reality Labs” não havia causado uma boa impressão em 2024 e que 2025 seria o ano decisivo para saber se alcançariam seus objetivos ou se fracassariam de forma implacável.

Diante das demissões recentes e dos cortes de gastos, portanto, o metaverso pode ser considerado um fracasso. Até o momento, ainda não há um posicionamento oficial de Mark Zuckerberg ou da Meta.

Críticas

Os primeiros conteúdos do metaverso não convenceram o público: quando Zuckerberg apresentou, por exemplo, as primeiras imagens do metaverso, os jogadores sentiram mais medo do que empolgação. Os gráficos lembravam a época do PS3 e do Nintendo DS. Para muitas pessoas, o metaverso parecia então um grande conceito sem conteúdos reais, com gráficos ultrapassados. 

Mas os grandes planos de Mark Zuckerberg não terminam aqui. Em uma conversa no YouTube, ele explicou que os óculos inteligentes seriam a próxima grande plataforma para os usuários. E isso, naturalmente, jogaria a favor dele e de seu metaverso: Mark Zuckerberg anuncia o fim do celular e, ao mesmo tempo, já apresenta um sucessor.

Este texto foi traduzido/adaptado do site Mein-MMO.


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