Um erro digital expôs, antes da hora, o destino de milhares de trabalhadores da Amazon. Na última terça-feira (27 de janeiro de 2026), um rascunho de e-mail sobre o "Projeto Dawn" (Projeto Aurora) foi enviado por engano para diversos funcionários, revelando uma nova e massiva rodada de demissões, segundo a BBC. Embora a mensagem tenha sido apagada rapidamente, o estrago já estava feito: a gigante de tecnologia confirmou, logo depois, o corte de 16 mil empregos.
As demissões afetam principalmente cargos corporativos nos Estados Unidos, Canadá e Costa Rica. Segundo a empresa, a medida faz parte de um plano para "eliminar a burocracia" e reduzir a hierarquia interna, permitindo que a companhia tome decisões mais rápidas.
Os detalhes do "vazamento" e os cortes
O erro aconteceu quando um convite de calendário, enviado por uma assistente executiva, incluiu acidentalmente o texto escrito por uma das vice-presidentes da Amazon Web Services (AWS).
- Esta nova leva de 16 mil demissões soma-se aos 14 mil cortes anunciados em outubro de 2024. No total, a empresa está eliminando cerca de 30 mil vagas corporativas em um período de poucos meses.
- Sob o comando de Andy Jassy, sucessor de Jeff Bezos, a Amazon tem endurecido suas políticas, incluindo a obrigatoriedade do trabalho presencial cinco dias por semana e o monitoramento rigoroso de custos básicos, como o reembolso de celulares corporativos.
- Além do pessoal, a Amazon anunciou o fechamento de cerca de 70 lojas das marcas Amazon Fresh e Amazon Go, focando agora na expansão da rede Whole Foods.
O efeito dominó: a crise chega à UPS
O impacto das decisões da Amazon atravessa fronteiras corporativas. A UPS, maior empresa de entregas do mundo, também anunciou o corte de 30 mil empregos este ano. A justificativa é a redução drástica das entregas feitas para a Amazon, que era sua maior cliente.
A UPS afirma que as entregas para a gigante do e-commerce tornaram-se "prejudiciais" às suas margens de lucro. Enquanto isso, a Amazon fortalece sua própria malha logística: em 2024, a empresa realizou 6,3 bilhões de entregas nos EUA, superando a UPS e a FedEx.
A projeção é que a Amazon se torne a maior transportadora do país até 2028, consolidando seu domínio total desde o clique da compra até a porta do consumidor.
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