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Geração Z do Vale do Silício, antenada em tecnologia, abandonou álcool: sua nova diversão são jornadas de trabalho de 92 horas

Jovens empreendedores do Vale do Silício abandonaram festas regadas a álcool

Eles trocaram bebidas por jornadas de trabalho de 92 horas e tempo livre dedicado a transformar suas startups em milionárias

Imagem | Unsplash (Nguyễn Hiệp)
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PH Mota

Redator
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PH Mota

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Jornalista há 15 anos, teve uma infância analógica cada vez mais conquistada pelos charmes das novas tecnologias. Do videocassete ao streaming, do Windows 3.1 aos celulares cada vez menores.

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No Vale do Silício, a nova geração de jovens empreendedores deixou para trás as festas onde o álcool corria solto. O exemplo que seguem é o dos maiores nomes da área, como Mark Zuckerberg, Elon Musk, Sam Altman e Bryan Johnson, que priorizam seus projetos empresariais em detrimento da vida social.

Esse fenômeno não é isolado, e cada vez mais jovens empreendedores compartilham a mesma mentalidade: "Por que ir a um bar quando posso estar construindo uma empresa?", resume Emily Yuan, uma jovem fundadora do Vale do Silício, em entrevista ao The Wall Street Journal. Os dados não mentem: o consumo de álcool entre a Geração Z está diminuindo e, nas incubadoras de startups do Vale do Silício, a abstinência de álcool está se tornando cada vez mais a norma, e não a exceção.

Novos hábitos do Vale do Silício

A rotina diária daqueles que aspiram ao sucesso no Vale do Silício é marcada por jornadas de trabalho que ultrapassam o normal. Segundo o The Wall Street Journal, Marty Kausas, de 28 anos, fundador da startup Pylon, comentou em uma publicação no LinkedIn que trabalhou várias semanas consecutivas de 92 horas e cancelou suas férias porque o estresse do trabalho o impediu de tirar alguns dias de folga.

No entanto, em outra publicação, o jovem empreendedor descartou a ideia de que sua empresa adota uma "cultura 996" para seus funcionários, referindo-se à nova tendência importada da Ásia, onde as pessoas trabalham das nove às nove, seis dias por semana.

O que é diversão?

A principal mudança de paradigma demonstrada por esse grupo de jovens empreendedores de tecnologia é a sua definição de diversão. No caso deles, como explicaram Marty Kausas e Emily Yuan, o que consideram divertido não é passar tempo com os amigos tomando algumas cervejas. "Nossa motivação para começar uma empresa foi diversão e aventura. Mas o que é divertido para nós é bem diferente do que é divertido para os outros."

Esse conceito, aliado às mensagens antiálcool vindas de algumas figuras influentes do Vale do Silício, como Sam Altman, que se declarou completamente contra o consumo de álcool, ou Mark Zuckerberg, que, ao contrário de suas vacas, só bebe cerveja em raras ocasiões especiais e apenas o suficiente para a foto, sugere que, para os "tech bros" do Vale do Silício, álcool e festas não fazem mais parte do conceito de diversão.

Sobriedade na Era da Tecnologia

Os dados sugerem uma certa tendência entre a Geração Z de reduzir o consumo de álcool em todo o mundo. Um estudo de 2022 já indicava o início de um declínio anual de 4,5% no consumo de álcool desde 2011, e esse índice vem se estabilizando desde então.

De acordo com um relatório de 2024 do Ministério da Saúde, o consumo médio de álcool por adulto na Europa caiu de 12 litros por ano em 2000 para 9,5 litros em 2019. Considerando apenas o vinho, a única bebida alcoólica que Jeff Bezos consome em ocasiões especiais, os dados indicam que o consumo médio por adulto caiu de 14,2 litros em 1990 para 10 litros em 2017.

Em 2025, esses números oficiais foram consolidados, confirmando a tendência entre os jovens de não consumir álcool em seu tempo livre.

Nos "novos pontos de encontro", o assunto é financiamento

Essa queda no consumo de álcool foi acompanhada por uma mudança cultural nas atividades sociais desses novos empreendedores. Os encontros entre colegas, antes animados por brindes e bebidas, agora se resumem a reuniões em saunas, palestras motivacionais ou sessões de ginástica em busca de conexões profissionais.

Miranda Nover, cofundadora da startup de fitness Fort, afirmou em entrevista ao Business Insider que a imagem de uma existência ascética é muito importante para os jovens empreendedores. "Você está tentando transmitir: fazemos isso seis dias por semana no escritório, trabalhamos até as 21h, não bebemos, não vamos a festas, não fazemos nada disso."

Os empreendedores do futuro são "saudáveis"

Ao contrário das gerações anteriores de fundadores milionários, como Henry Ford ou Aristóteles Onassis, para quem o álcool corria solto em todas as festas, o consumo de álcool já não é o foco principal. Em vez disso, adotaram uma filosofia mais próxima da do bilionário Bryan Johnson, concentrando toda a sua energia na produtividade. Em eventos sobre inteligência artificial em São Francisco, o álcool está visivelmente ausente.

Segundo Michelle Fang, 26, organizadora de eventos para esses fundadores pioneiros do Vale do Silício, os motivos para essa mudança nas festas da incubadora de startups não se devem apenas a uma mudança no conceito de lazer e saúde: "Muitos eventos relacionados à IA não servem álcool, não só porque é algo ultrapassado para o público de São Francisco. Muitos fundadores ainda não têm idade para beber."

Imagem | Unsplash (Nguyễn Hiệp)

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