O nome de Gabe Newell costuma ser associado diretamente ao mundo dos videogames, mas sua outra grande paixão está longe das telas: o mar. Seu fascínio pela navegação foi crescendo até um ponto incomum: há alguns meses, ele inaugurou seu superiate avaliado em mais de 500 milhões de dólares. Além disso, adquiriu parte da empresa encarregada de construí-lo.
Com uma fortuna estimada em torno de 11 bilhões de dólares, Newell não é exatamente novato nesse universo: ao longo dos anos, reuniu vários iates, alguns destinados ao lazer e outros integrados a projetos mais ambiciosos, como a organização de pesquisa marinha Inkfish, levando assim sua relação com o oceano para além do luxo.
Um superiate projetado sem regras
A mais recente adição à sua coleção atende pelo nome de Leviathan, embora, durante seu desenvolvimento, tenha sido chamado internamente de Y722. Por trás dessa peça está o estaleiro neerlandês Oceanco, com o qual Newell trabalhou de forma tão próxima que acabou se envolvendo também no nível empresarial.
Com seus 111 metros de comprimento, o Leviathan não é apenas uma demonstração de tamanho, mas de inovação. Desde o início, a ideia foi romper com o convencional e repensar cada elemento do design: o resultado é um barco que aposta em soluções pouco habituais na indústria, desde seu sistema de propulsão híbrido diesel-elétrico até uma potente bateria que permite navegar em silêncio por longos períodos e reduzir significativamente as emissões, tanto de poluentes quanto de ruído.
A engenharia do iate vai muito além da propulsão: ele incorpora sistemas avançados de tratamento de água, recuperação de energia e uma rede de mais de 450 quilômetros de cabeamento que conecta desde serviços básicos até tecnologia médica. Até mesmo materiais clássicos como a madeira de teca foram substituídos por alternativas modernas que exigem menos manutenção, uma aposta clara na eficiência e na durabilidade.
Um espaço pensado para compartilhar
Mais do que tecnologia, o Leviathan reflete a personalidade de seu proprietário na forma como se vive a bordo. Newell quis que o barco fosse um local de encontro, quase como uma comunidade flutuante. O salão principal, por exemplo, foi projetado para reunir dezenas de pessoas em torno de uma mesma mesa, algo pouco comum até mesmo nesse tipo de embarcação.
O detalhe mais simbólico está em uma das escadas principais, onde foram gravados os nomes de mais de 3 mil pessoas que participaram de sua construção. Um gesto que reforça essa ideia de colaboração que atravessa todo o projeto.
Quanto às comodidades, o iate não economiza: desde instalações esportivas e áreas de relaxamento até espaços dedicados ao entretenimento digital. Um dos conveses abriga uma sala equipada com múltiplas estações de jogos e simuladores, uma referência direta à trajetória de Newell na indústria tecnológica.
Mas o barco também atende ao seu interesse pela exploração marinha: inclui um hangar para submarinos, um centro de mergulho e até mesmo um laboratório que pode ser integrado a missões científicas. A isso se soma uma oficina de impressão 3D capaz de fabricar peças em alto-mar e um hospital totalmente equipado, pensado para garantir autonomia em qualquer situação.
“Trabalhar com a equipe da Oceanco é incrivelmente agradável e muito divertido; todos são profissionais, criativos e dinâmicos. Sabíamos que estávamos pedindo coisas incomuns e a Oceanco nos recebeu de braços abertos”, afirmou Newell em um comunicado sobre o projeto.
Imagem: Oceanco
Este texto foi traduzido/adaptado do site Xataka Espanha.
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