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O resgate de aparelhos de música antigos transforma o velho iPod em um tesouro para a Geração Z fugir do esgotamento mental

Aparelho descontinuado pela Apple volta a despertar interesse entre os jovens, enquanto câmeras, walkmans e outros eletrônicos do passado ganham espaço como alternativa à hiperconectividade

Ipod Nostalgia
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Laura Vieira

Redatora
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Laura Vieira

Redatora

Jornalista recém-formada, com experiência no Tribunal de Justiça, Alerj, jornal O Dia e como redatora em sites sobre pets e gastronomia. Gosta de ler, assistir filmes e séries e já passou boas horas construindo casas no The Sims.

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Ouvir música nunca foi tão fácil. Hoje, basta abrir um aplicativo como Spotify ou YouTube para ter acesso instantâneo a milhões de músicas no celular. Mas nem sempre foi assim. Antes do streaming, era preciso comprar CDs, organizar bibliotecas digitais e transferir manualmente as músicas para aparelhos, como o iPod. Agora, em um movimento inesperado, a Geração Z está fazendo justamente o caminho inverso: trocar a praticidade dos smartphones por dispositivos antigos. Mas qual será o motivo por trás desse comportamento? 

Geração Z está trocando o Spotify por um velho iPod para escapar de algumas armadilhas da modernidade 

Em um momento em que praticamente tudo acontece pelo celular, o retorno do iPod é visto com um olhar de estranhamento. O aparelho, descontinuado pela Apple, voltou a ser desejo de consumo entre jovens que procuram uma forma mais equilibrada de ouvir música, sem interrupções constantes de mensagens, redes sociais ou recomendações automáticas.

Os números confirmam esse movimento: plataformas de revenda registraram aumento na busca e na comercialização de iPods usados ao longo de 2026, indicando que o aparelho voltou a circular entre consumidores após sair de linha.

Mas qual seria o motivo desse resgate? Entre os relatos de usuários, o principal motivo é recuperar o controle sobre a própria experiência musical. Ao invés de viver refém de playlists criadas por algoritmos, é possível montar sua própria biblioteca, escolhendo manualmente cada álbum e música que deseja escutar no dia a dia. Ou seja, longe das trends e sem influência direta dos algoritmos.

Esse processo, que durante muitos anos parecia ultrapassado, voltou a ser visto como uma vantagem. Mesmo com o fim da compatibilidade do Spotify em modelos antigos de iPod, diversos usuários passaram a baixar músicas no computador e transferi-las para o aparelho, repetindo um hábito comum nos anos 2000. Segundo especialistas, essa mudança representa uma busca por mais autonomia em uma rotina dominada por notificações e estímulos constantes. 

O iPod não está sozinho: walkmans, Cyber-shot, DVDs e Polaroids também voltaram à moda

Dispositivos que voltaram a moda

O retorno do iPod faz parte de um movimento muito maior. Cada vez mais jovens da Geração Z têm resgatado tecnologias “aposentadas”, trocando a praticidade conquistada por experiências consideradas mais intencionais. Entre os aparelhos que voltaram à moda estão:

  • Walkmans, para ouvir músicas sem depender do celular;
  • Câmeras Cyber-shot, que dispensam filtros e redes sociais na hora de fotografar;
  • Câmeras instantâneas Polaroid, que trazem de volta a nostalgia da revelação fotográfica;
  • Vitrolas e discos de vinil, valorizando a experiência completa de ouvir um álbum;
  • DVDs e aparelhos de vídeo cassete, usados por quem gosta de colecionar ou prefere assistir a filmes sem depender de plataformas de streaming;
  • CD’s, que voltaram a aparecer em coleções pessoais e em novos lançamentos de artistas.

Essa tendência claramente é uma experiência nostálgica. Jovens que, sequer viveram a época em que eles eram populares, desejam obter esses objetos novamente, apesar de todas as facilidades que a tecnologia moderna oferece. A situação é vista como uma reação ao excesso de conectividade. Ao optar por dispositivos com uma única função, eles reduzem a quantidade de distrações presente nos smartphones, como notificações, recomendações e outros estímulos digitais.

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