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Para que serve o L da transmissão automática do carro?

Essa posição, hoje já não mais tão comum, tem uma função importante

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Victor Bianchin

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Victor Bianchin

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Victor Bianchin é jornalista.

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Quando dirigimos um carro com câmbio manual e tiramos o pé do acelerador, sentimos uma leve desaceleração causada principalmente pela compressão dos pistões dentro do motor, o qual permanece conectado às rodas que movimentam o veículo por meio das engrenagens da transmissão.

Na prática, esse fenômeno mecânico pode ser usado a nosso favor para utilizar o freio-motor em uma descida íngreme, evitando sobrecarregar os freios, além de dar mais força ao carro ao enfrentar uma subida acentuada.

No entanto, esse efeito pode ser pouco aproveitado — ou até mesmo não fazer diferença — em um carro com transmissão automática. Se você tirar o pé do acelerador, por exemplo, o veículo continuará embalado pela própria inércia até que o pedal do freio seja acionado.

É justamente para situações como essa que as transmissões automáticas contam com uma posição adicional na alavanca de câmbio. Depois das posições P (Parking), R (Reverse), N (Neutral) e D (Drive), existe a L (Low), usada para manter o motor em rotações mais altas graças à relação mais curta das marchas. Isso permite usar o freio-motor e facilita a condução em subidas muito íngremes.

Em outras palavras, a posição L mantém o veículo em marchas reduzidas e impede que a transmissão faça trocas para marchas mais altas rapidamente. Com isso, o motor trabalha em rotações mais elevadas, melhorando a resposta do carro em situações que exigem mais força ou um controle mais preciso da velocidade.

Outro cenário comum para usar esse recurso é ao dirigir sobre superfícies difíceis, como lama, neve ou pisos escorregadios. Mas atenção: essa função não substitui, de forma alguma, os sistemas de tração integral ou 4x4. Ela apenas ajuda a manter as marchas baixas, melhorando o controle da tração e reduzindo a perda de aderência — algo especialmente importante em terrenos instáveis.

Em veículos grandes, como picapes de grande porte ou SUVs grandes, é possível encontrar diferentes níveis da função, como L2, L1 e L. Isso significa que o motorista pode aumentar gradualmente a intensidade da redução das marchas da transmissão. Depois que a situação passar, o ideal é voltar ao modo normal de condução, movendo a alavanca do câmbio para a posição D (Drive).

Hoje em dia, já não é tão comum encontrar transmissões automáticas com a posição L, como acontecia há dez anos ou mais. Isso porque há uma variedade maior de câmbios, equipados com sistemas eletrônicos mais sofisticados, como os de dupla embreagem. Alguns deles são automatizados, contando com programações específicas para enfrentar esse tipo de situação ou até sendo capazes de reduzir as marchas automaticamente, sem necessidade de intervenção do motorista.

Nas transmissões automáticas modernas com conversor de torque que já não possuem a função L, utiliza-se o modo manual. Nele, o próprio motorista pode reduzir as marchas para aproveitar o freio-motor ou obter mais força ao subir ladeiras íngremes.

Este texto foi traduzido/adaptado do site Motorpasión.


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