Escondida sob a cidade de Slănic, na Romênia, uma antiga mina de sal se transformou em uma das atrações subterrâneas mais impressionantes da Europa. A 208 metros de profundidade, o espaço reúne câmaras gigantescas com mais de 50 metros de altura, um microclima natural e uma atmosfera que atrai turistas tanto pela beleza quanto pessoas interessadas em seus supostos benefícios para a saúde respiratória. Embora a extração de sal tenha sido encerrada na década de 1970, o complexo continua em atividade como destino turístico.
De mina de sal a uma das maiores atrações subterrâneas da Romênia
A história da mina de Slănic começou no século XVII, quando o nobre Mihai Cantacuzino adquiriu a propriedade com o objetivo de explorar os depósitos de sal da região. As primeiras escavações tiveram início em 1688 mas ao longo das décadas seguintes, novas galerias foram abertas conforme as técnicas de mineração evoluíam. A maior transformação aconteceu no século XIX, quando o engenheiro Carol Karacsony introduziu um método de escavação baseado em câmaras trapezoidais, utilizado anteriormente na mina de sal de Wieliczka, na Polônia. O formato permitiu criar salões gigantes que conseguem suportar enormes volumes de rocha com segurança. Veja um vídeo mostrando o local:
A principal delas é a mina Unirea, cuja exploração ocorreu entre 1943 e 1970. O espaço é composto por 14 câmaras com paredes inclinadas em 60 graus, cerca de 54 metros de altura e até 32 metros de largura na base. No total, o volume escavado chega a 2,9 milhões de metros cúbicos distribuídos por uma área de 78 mil metros quadrados.
Depois do encerramento das atividades de mineração, o local tornou-se um ponto turístico e passou a receber visitantes. Hoje, além das enormes galerias, o complexo também contém esculturas esculpidas em sal, áreas de lazer, quadras esportivas, playgrounds, mesas de tênis de mesa e um museu conhecido como Salão Gênesis, onde estão obras que homenageiam figuras históricas romenas.
Microclima natural transformou a antiga mina em destino turístico e terapêutico
Além de toda beleza e grandiosidade das câmaras, outro fator explica a fama internacional da mina: o microclima. O ambiente subterrâneo mantém temperatura constante de aproximadamente 12 °C durante todo o ano, pressão atmosférica estável e umidade inferior à encontrada na superfície, sem necessidade de sistemas artificiais de climatização. O ar rico em aerossóis salinos fez com que muitas pessoas passassem a visitar o local em busca de alívio para problemas respiratórios. Embora esses efeitos sejam mencionados, os benefícios terapêuticos ainda são considerados uma crença, sem comprovação científica.
Ao longo dos vários anos, a mina também vivenciou momentos críticos. Em 1994, infiltrações de água subterrânea provocaram um intenso processo de dissolução do sal, inundando parte da estrutura e colocando sua estabilidade em risco. Após quatro anos de obras de contenção, drenagem e reforço estrutural com concreto, o complexo foi reaberto ao público em 1998. Atualmente, o acesso é feito por minivans, substituindo o antigo elevador após um acidente ocorrido em 2014.
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